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A importância das mulheres para o desenvolvimento da indústria de Santa Catarina

No dia 08 de março foi celebrado o Dia Internacional da Mulher, que marca a luta por direitos iguais e melhores condições de vida. As mulheres são responsáveis pelo avanço de vários setores de mercado, entre eles o da Indústria. O estado de Santa Catarina é um ótimo exemplo: nos últimos anos o número de mulheres no mercado de Tecnologia, Indústria e Comunicação (TIC) vêm aumentando consideravelmente.

Trabalhar em um mercado predominantemente masculino exige que o profissional saiba se expressar e mostrar que está lá para agregar, independentemente do sexo.

São José ,12/03/2019 –

O dia 8 de março é conhecido como o Dia Internacional da Mulher, uma data histórica que marca a luta das mulheres por direitos iguais e melhores condições de vida e trabalho. Desde o início do século XX, quando a data começou a ser celebrada nos Estados Unidos e na Europa, as mulheres conquistaram diversos direitos, dentre eles, os mais expressivos: o direito ao voto e à educação. Apesar destas conquistas, as mulheres ainda sentem a desigualdade. São a minoria em diversos setores da economia; e um dos exemplos mais marcantes é na área de TI. Dados do IBGE mostram que apenas 20% dos profissionais desta área são mulheres, ainda assim a demanda por mão de obra qualificada é grande: segundo a Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), o setor possui um déficit de mais de 48 mil profissionais.

No estado de Santa Catarina, as mulheres vêm ganhando destaque, principalmente no setor de indústria e tecnologia. Nos últimos anos o número de mulheres no mercado de Tecnologia, Indústria e Comunicação (TIC) vêm aumentando exponencialmente. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), entre os anos de 2002 e 2016, o número de trabalhadores formais da indústria catarinense avançou em 51% enquanto a quantidade de mulheres foi ampliada em 79%, o que implica em um aumento de 18% na representação feminina do setor.

Participação feminina

No setor de TIC, a participação de mulheres que possuem pelo menos o ensino médio completo é de 65,5%, enquanto que o de homens é de 61,6%, um número significativo em termos de qualificação. É notável que a presença feminina na indústria ainda deveria ser mais expressiva, visto que o mercado carece de profissionais especializados, mas com certeza é crescente e tende a melhorar cada vez mais. Para as mulheres, a necessidade de atualização profissional, cursos de extensão e viagens a trabalho é um desafio ainda maior, independente da profissão escolhida, pois é preciso saber conciliar todas as tarefas.

Ainda assim, existem exemplos positivos nas indústrias catarinenses, como na Intelbras, indústria 100% brasileira localizada em São José (SC). O número de colaboradoras na fábrica é de 380, enquanto que o de homens é 130, ou seja, 73% dos colaboradores são mulheres, sendo que metade delas está envolvida na alimentação de linhas de produção, operando principalmente na montagem. O total de mulheres na matriz, envolvendo a fábrica, gerência, departamentos de comunicação, etc., é de aproximadamente 1000, um número positivo, já que o total de colabores da empresa na unidade fabril de São José é de 2100.

A indústria

A indústria, que foi impactada nos últimos anos pelas mudanças nos processos produtivos, hoje, abre espaço para a promoção feminina em cargos historicamente ocupados por homens. A atratividade do setor se dá pelas vantagens oferecidas e necessidade de maior qualificação técnica e a possibilidade de aumento salarial. Segundo a FIESC, mundialmente falando, o salário das mulheres corresponde a cerca de 85,9% dos homens, o que representa um gap salarial de 14,1%. Mas essa diferença na média salarial entre os sexos na indústria pode ser minimizada pela grande participação das mulheres em cargos de liderança e gestão.

Frente à importância deste setor na Indústria 4.0 catarinense, muitas são as vantagens potenciais vislumbradas a partir de uma incorporação feminina mais igualitária. Hoje, a participação das mulheres no setor de TIC de Santa Catarina representa 41,05% e tende a crescer a cada dia graças aos esforços delas em ocupar mais espaços e buscarem qualificação no mercado.

Trabalhar em um mercado predominantemente masculino exige que o profissional saiba se expressar e mostrar que está lá para agregar e mostrar que é capaz de alcançar os objetivos propostos pela empresa independentemente do sexo.

O trabalho formal, seja na indústria ou até mesmo em outros segmentos, é um importante instrumento de empoderamento feminino, que permite que as mulheres avancem cada vez mais em suas conquistas sociais e econômicas, fazendo uma sociedade cada vez mais justa e igualitária.

* Por Carla Ayala Vieira, Engenheira de Processos da Intelbras, indústria 100% brasileira com matriz em São José (SC).

Website: http://www.intelbras.com.br

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