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As cores para identificação de tubulações de gases industriais

NBR 13193 de 10/2018: as cores para identificação de tubulações de gases industriais

Equipe Target

As cores de identificação adotadas nesta norma devem ser aplicadas em toda a extensão da tubulação ou em faixas, conforme Tabela B.1 (disponível na norma). Deve ser aplicada a tabela abaixo para as cores de identificação em adição as constantes na NBR 6493. Quando a identificação for realizada por meio de faixas (pintura ou adesivos), a pintura da tubulação deve ser feita em branco-gelo.

Devem ser aplicados os requisitos da NBR 6493:2017, 4.1.2 e 4.2 a 4.4. Junto à faixa de identificação, podem constar, se necessário, para efeito de informação mais pormenorizada, o sentido em que se desloca o gás e as constantes físicas que interessem do ponto de vista da segurança da operação.

Pode ser usada a palavra “VENENO”, quando julgado conveniente. Quando não houver contraste suficiente entre a cor da faixa de identificação e a da pintura geral, deve ser a primeira delimitada por traços de no máximo 2 cm de largura, pretos ou brancos, na forma do critério estabelecido na NBR 6493:2017, 4.2.3.

São admitidas pequenas variações nas três propriedades da cor (tonalidade ou hue; luminosidade ou value; saturação ou chroma). As referências da tabela destinam-se mais a evitar que se use, indiferentemente, qualquer uma das inúmeras cores que correspondem a uma mesma denominação (vermelha, por exemplo), do que à necessidade de estabelecer um padrão rigoroso, na prática sem benefício ponderável à segurança.

Já a NBR 6493 (NB54) de 10/2018 – Emprego de cores para identificação de tubulações industriais estabelece os requisitos das cores para identificação de tubulações em instalações industriais para a canalização de fluidos e material fragmentado ou condutores elétricos, com a finalidade de minimizar riscos e evitar acidentes. Esta norma pode ser complementada por normas específicas, indicadas pela necessidade de determinadas atividades. Não é aplicável à fabricação de tubulações.

São adotadas as seguintes cores principais na pintura das tubulações, aplicadas em toda a sua extensão, ou na seção média das faixas, quando divididas conforme o estabelecido em 4.2.2: laranja-segurança: produtos químicos não gasosos (por exemplo, ácidos); amarelo-segurança: gases não liquefeitos; azul-segurança: ar comprimido; branco: vapor; cinza-claro: vácuo; cinza-escuro: eletroduto; cor-de-alumínio: gases liquefeitos, líquidos inflamáveis, óleos lubrificantes e combustíveis de baixa viscosidade (por exemplo, álcool etílico, óleo diesel, gasolina, querosene e solventes); marrom-canalização: materiais fragmentados (minérios), petróleo bruto; preto: inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (por exemplo, óleo combustível, asfalto, alcatrão, piche); verde-emblema: água, exceto a destinada a combater incêndios; vermelho-segurança: água e outras substâncias destinadas a combater incêndios; lilás: álcalis (por exemplo, soda cáustica).

Deve ser aplicada a tabela abaixo para as cores de identificação. É permitida a aplicação parcial da faixa de identificação, na face exposta, no caso de tubulação encostada em parede ou em outro obstáculo. O uso de cores adicionais nas seções extremas das faixas de identificação é indicado à vista da variedade de conteúdo das tubulações.

As faixas de identificação das tubulações devem ter largura total de aproximadamente 40 cm. A faixa de identificação, quando usada, é dividida em três seções, de forma que haja a relação de 2:1 entre a extensão da seção média, destinada à cor principal, e a das seções externas, destinada às cores adicionais. Sempre que necessário, indicações que facilitem a identificação do conteúdo devem ser apostas às faixas.

Estas indicações devem ser escritas na cor preta, sobre as cores cujo numerador da fração do código Munsell seja igual ou maior do que cinco, e na cor branca, quando menor que cinco. Caso seja utilizado o código RAL, a identificação do conteúdo da tubulação deve ser realizada de forma análoga ao código Munsell.

A disposição das faixas de identificação deve ser tal que torne possível a identificação da tubulação, sem, para isso, ser necessário que o observador a percorra. Quando a identificação for por meio de faixas, é obrigatória a sua existência nos pontos em que haja possibilidade de desconexão, nos pontos de inspeção, junto a válvulas e em qualquer ponto onde seja importante assegurar a identificação, como nas proximidades de parede ou outro obstáculo atravessado pela tubulação.

O fabricante de tinta que adotar as especificações desta norma deve comparar o produto fabricado com a especificação adotada, sob luz solar normal média (aproximadamente 6 800 K). Nos casos de tubulações de fluidos destinados ao combate a incêndio, a pintura de identificação deve ser feita, obrigatoriamente, em toda a extensão da tubulação.

A tabela disponível na norma pode ser aplicada aos reservatórios de armazenagem de fluidos identificados por retângulos, cuja maior dimensão deve ser 1/10 do diâmetro e a menor dimensão deve ser 1/40 do diâmetro, sendo dividida a maior dimensão, quando necessário, em três seções, como estabelecido em 4.2.2. Estes retângulos devem ser colocados em posição que permita a sua observação a partir das válvulas.

São admitidas pequenas variações nas três propriedades da cor (tonalidade ou hue; luminosidade ou value; saturação ou chroma). As referências da tabela destinam-se mais a evitar que se use, indiferentemente, qualquer uma das inúmeras cores que correspondem a uma mesma denominação (vermelha, por exemplo), do que à necessidade de estabelecer um padrão rigoroso, na prática sem benefício ponderável à segurança.

FONTE: Equipe Target

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