Segurança patrimonial e eletrônica

O Bluetooth pode ser a maior ameaça para sua segurança eletrônica

Uma falha na conexão pode fazer com que hackers acessem informações em questão de segundos

A tecnologia Bluetooth tem seu nome emprestado do Rei Harald Dente-Azul, responsável pela unificação de tribos que eram inimigas históricas na região da Dinamarca, anexando-as ao reino da Noruega. Os inventores da funcionalidade usaram o fato da figura ter unido povos tão distintos para nomear a tecnologia que consegue estabelecer conexão entre os mais distintos aparelhos.

Porém o maior trunfo do bluetooth é também sua maior vulnerabilidade. O fato de conversar tão facilmente entre aparelhos fez com o Bluetooth fosse alvo de ataque de hackers. O primeiro foi o bluejacking, que nos idos de 2005 fez com que hackers conseguissem entrar no sistema dos celulares para mandar mensagens sem que o dono do aparelho tomasse conhecimento.

Doze anos depois, a conexão é novamente alvo de hackers, que agora conseguem acessar muito mais que seu aplicativo de SMS

Através do Bluetooth, hackers conseguem acessar diversos tipos de aparelhos com a conexão em pouco mais de 10 segundos e acessar todas as suas funcionalidades.

A falha foi apelidada de Blueborne, e especialistas acreditam que pode afetar cerca de 5,3 bilhões (!!!) de aparelhos no mundo inteiro.

“Através do Blueborne, o hacker é capaz de acessar qualquer dispositivo móvel com bluetooth em questão de segundos. A grande vantagem do método é que ele entra no aparelho sem precisar de pareamento — procedimento padrão para este tipo de conexão. Desta maneira, o hacker consegue entrar silenciosamente no aparelho e usar todas suas funcionalidades, inclusive tirar fotos e enviar para terceiros”, explica o Flávio Shiga, gerente de serviços da iBLISS, empresa de segurança digital.

Porém o ataque tem a limitação do próprio tipo de conexão: ele só pode ser executado se estiver no raio de 10 metros que as conexões Bluetooth básicas de smartphone tem, número que pode crescer para 100 caso o objetivo do ataque seja em outros aparelhos, como sistemas de som ou smart TV’s.

Para a sorte do usuários, Apple e Google (responsáveis pelos sistemas operacionais mais usados no mundo, iOS e Android respectivamente) já estão cientes dos ataques e lançando atualizações para prevenir o golpe. O sistema da maçã lançou um patch de proteção a partir do sistema 9.3.5 — disponível a partir do iPhone 4s — enquanto o Google disponibilizou a atualização a partir do Android 7.0 Nougat.

O problema porém, fica por conta de outros aparelhos que contam com Bluetooth e que utilizam o sistema operacional Linux, de arquitetura aberta – como TVs, sistemas de som, eletrodomésticos, câmeras, computadores e alguns notebooks.

Eles raramente possuem mecanismos para receber atualizações. Para aumentar a segurança dos aparelhos interconectados, Shiga dá a dica “enquanto não se resolve a questão do Blueborne, a melhor coisa a se fazer é desligar o bluetooth dos aparelhos enquanto você não usa, simples e eficiente”.

 

https://vip.abril.com.br/tecnologia/o-bluetooth-pode-ser-a-maior-ameaca-para-sua-seguranca-eletronica/#

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