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IAC-Quepia e Universidade de Maryland finalizam pesquisa sobre segurança de vestimentas de proteção a defensivos

Entre os dias 2 e 21 de março os cientistas Hamilton Ramos e Anugrah Shaw concluem uma pesquisa concebida para reduzir a exposição do trabalhador rural aos ‘agroquímicos’. Ele, pelo Programa IAC-Quepia, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC) de Jundiaí-SP, e ela, pela Universidade de Maryland (EUA), abraçam essa causa há 20 anos. Nos últimos três, atuaram unidos no intuito de aprimorar normas internacionais de qualidade aplicáveis a vestimentas de proteção usadas nas lavouras.

Ramos e Shaw testam no laboratório do Quepia uma nova formulação de corante químico de cor amarela. Este produto, não tóxico, poderá substituir plenamente o composto herbicida de mediana toxicidade de nome Prowl, hoje empregado nos testes prescritos pelas normas específicas da ISO – International Standartization Organization – para avaliar a qualidade de vestimentas de proteção a defensivos.

“A substituição desse herbicida implicará na alteração dos principais métodos de análise adotados globalmente nas certificações de vestimentas protetivas”, ressalta Hamilton Ramos. O cientista brasileiro coordena o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia), iniciativa que une a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo ao setor privado.

No mês de abril próximo, Ramos e Anugrah Shaw submeterão o resultado de sua pesquisa à reunião mundial da ISO que acontecerá na cidade norte-americana de Atlanta. O cientista brasileiro acredita que a aceitação do estudo pelos colegas da entidade internacional ajudará a impulsionar o aumento de países signatários de normas de qualidade aplicáveis a vestimentas de proteção a defensivos.

“Pelo fato de ser um herbicida, o líquido-teste atualmente usado nos ensaios inibe em vários países a aceitação integral de normas da ISO. Esse cenário potencializa a exposição de trabalhadores a defensivos, porque abre caminho, em importantes centros agrícolas mundiais, para a circulação de vestimentas desprovidas de mínimos requisitos de segurança”, resume Ramos.

Hamilton Ramos adverte que ainda há no Brasil e no mundo produtores e agroindústrias desatentos à necessidade de adotar equipamentos de proteção individual com qualidade certificada. Em virtude disso, enfatiza, parte dos equipamentos em uso nas lavouras brasileiras não evitam a exposição do trabalhador rural a defensivos.

Referência mundial –  Com recursos captados junto a empresas do agronegócio, o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia) também anunciará durante a reunião mundial da ISO a expansão de seu laboratório de pesquisas. A unidade terá ampliada a capacidade para realizar análises de qualidade e estudos sobre vestimentas de proteção utilizadas por trabalhadores aplicadores de defensivos. No mesmo local, o IAC-Quepia passa a contar com um laboratório específico para pesquisar, desenvolver e certificar luvas empregadas no manejo de defensivos. Este será o primeiro centro de pesquisas do gênero a funcionar no Brasil, segundo informa Hamilton Ramos.

“O novo laboratório nos deixará ainda mais perto da comunidade científica internacional, além de transferir ganhos contínuos de qualidade e segurança à indústria nacional de equipamentos de proteção e ao aplicador de defensivos”, ressalta Ramos.

 

http://www.grupocultivar.com.br/noticias/iac-quepia-e-universidade-de-maryland-finalizam-pesquisa-sobre-seguranca-de-vestimentas-de-protecao-a-defensivos

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