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Instalação de hidrantes em SP: agora quem paga somos nós

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

“É fácil dar esmola com chapéu alheio”. Mais uma vez o poder público, que há muito não cumpre com suas obrigações constitucionais, ri da população.

Eu choro, porque não aceito a chacota que os políticos insistem em fazer. O que me revolta, afinal? Bem, já expliquei neste blog, em sua categoria de proteção contra incêndio, que, atualmente, um dos principais desafios no combate a incêndio nas áreas urbanas no País é aumentar o número de hidrantes, medida que depende principalmente das concessionárias de fornecimento de água e das prefeituras municipais. Falta hidrante? Simples, para os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, que aprovaram, no último dia 3, o Projeto de Lei que obriga a instalação de hidrantes em novos empreendimentos da capital. Quem paga a conta dos hidrantes? Os proprietários e construtoras dessas novas edificações. A lei valerá para novos condomínios de casas ou apartamentos com mais de 40 unidades e loteamentos industriais ou comerciais. Segundo a lei, a obrigatoriedade valerá também para todos os imóveis com mais de 4 mil m² de área construída.

O problema de carência de hidrantes existe e é mesmo um entrave para extinguir incêndios de grandes proporções. Mas a conta pelo hidrante não podia ser do poder público? Oferecer abastecimento rápido e adequado de água precisa ser da iniciativa privada?

Brasileiros e brasileiras, qualquer dia desses, haverá uma lei obrigando que as empresas comprem os caminhões de bombeiros. E os nossos impostos, entre outras atribuições, não seriam para comprar hidrantes e veículos de bombeiros? O gato comeu, se é que vocês me entendem.

 

 

 

 

Emily Sobral

Jornalista em SST
(11) 4238-1955 / 99655-0136
www.segurancaocupacionales.com.br

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