Emily SobralIncêndios

Explosão na Diplomata em Capanema, PR, mostra que o problema não é ficção, é uma constante realidade que mata trabalhadores

Explosão na empresa Diplomata (Foto postada no site da Rádio Guairaçá)
Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

 

Quem acompanha este blog conhece a categoria de áreas classificadas. Em função dos elevados riscos e consequências de explosões em ambientes inflamáveis de muitos setores industriais, os profissionais envolvidos com a proteção desses locais elaboram sua classificação.

As áreas classificadas são divididas por zonas mais ou menos perigosas. Então, devem-se seguir normas que estabelecem os requisitos de proteção e prevenção anti explosivas relacionadas aos equipamentos, especialmente os elétricos, que são fontes de ignição dessas tragédias. Portanto, é uma questão técnica e especializada. Assim, obviamente, trato esta categoria de forma breve, pois o objetivo maior é dar visibilidade ao tema e apontar a frequência com que as explosões ocorrem. Se em indústrias nas quais já houve um estudo de área classificada, com suas respectivas proteções, há explosão, imagine em empresas que, sequer, os responsáveis reconhecem os riscos!

Logo, para incentivar a conscientização em torno da proteção de ambientes explosivos, escrevo semanalmente sobre o tema, utilizando em alguns posts, a estratégia de citar os exemplos reais com esses sinistros. Na semana passada, citei uma explosão em armazenadora de grãos, em Nebraska, nos EUA, abordando a universalidade dessa catástrofe. Hoje, meus caros, divulgo mais uma tragédia em terras tupiniquins, com essas características: uma explosão ocorrida na semana passada, na unidade de Capanema (PR), da Diplomata, que atua no ramo frigorífico, matou três trabalhadores e feriu mais outros três. A tragédia pode ter sido causada pela explosão de um digestor da caldeira. Lembro, inclusive, que a empresa mantém o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

“É preciso que os responsáveis pela segurança industrial adotem medidas técnicas para que as atmosferas explosivas não venham a explodir”, afirma Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos. Inicialmente, deve-se realizar a identificação e avaliação dos riscos. A partir daí, indica-se a adoção de medidas com sistemas de janelas de alívio, abafador de explosão, detecção e supressão de explosão e detecção e extinção de faíscas, entre outros.

 

Emily Sobral

Jornalista em SST
(11) 4238-1955 / 99655-0136
www.segurancaocupacionales.com.br

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