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Cartilha “Benzeno não é flor que se cheire” é medida concreta em prol do trabalhador

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Se as federações e os sindicatos de empregados continuarem no rumo em que estão, a saúde e segurança do trabalho vão melhorar. Explico: já fiz inúmeras críticas aos sindicatos de trabalhadores que só sentam em mesa de negociação com os empregadores para pedir aumento de salário. Ora, quem não quer ganhar mais, não é mesmo? Acontece que reivindicar condições de segurança adequadas também é assunto que precisa aparecer na pauta dos companheiros, e isso quase nunca acontece.

É claro que há exceções, e posso citar, por exemplo, o sindicato dos técnicos de segurança do trabalho do Paraná (Sintespar), que lida diariamente com campanhas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Foi, inclusive, do Sintespar a iniciativa da campanha Abril Verde, que, em tão pouco tempo de existência, já mobilizou a sociedade sobre a questão da segurança do trabalhador brasileiro. Mas, convenhamos, SST nunca esteve na lista de prioridade dos sindicados. Felizmente, um investimento feito pela Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fepospetro) e o Ministério Público do Trabalho de Bauru (SP), que contou com o apoio técnico da Fundacentro, mostra que a preferência das entidades pode ser a saúde e a qualidade dos trabalhadores. Trata-se da produção de cem mil cartilhas sobre saúde e benzeno, que integra a campanha “Benzeno não é flor que se cheire”, para serem entregues aos trabalhadores do setor. A produção da cartilha marca a etapa final da campanha, que desde o seu lançamento, em agosto de 2017, divulgou o problema do benzeno em seminários, debates públicos, palestras em postos de combustíveis e também em doze outdoors instalados ao longo das principais rodovias do estado de SP.

É isso aí, companheiros, é necessário divulgar os riscos da exposição ao benzeno, substância contida nos combustíveis, classificada como sendo potencialmente cancerígena.

 

 

Emily Sobral

Jornalista em SST
(11) 4238-1955 / 99655-0136
www.segurancaocupacionales.com.br

 

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