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Três trabalhadores morrem no porão de navio em Portocel. Dizer o quê? Queremos que as causas desse acidente sejam esclarecidas, e as famílias das vítimas, indenizadas

Por Emily Sobral

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Na semana passada, três trabalhadores morreram, provavelmente, após inalar um gás tóxico, no porão de um navio atracado em Portocel, em Aracruz, litoral Norte do Espírito Santo. Portocel, que é considerado o principal porto do mundo em embarque de celulose, informou que espera que as causas do acidente sejam investigadas e esclarecidas. A investigação está a cargo da Delegacia de Infrações Penais e Outras (DIPO) de Aracruz. Espera-se que, em 30 dias, os laudos periciais saiam com o resultado. Além disso, os auditores fiscais do trabalho levantaram as primeiras informações no porão do navio. Também a Procuradoria do Trabalho de Colatina informou que expediu uma notificação à Portocel, solicitando alguns documentos, como Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs). Agora, os trabalhos de investigação de acidentes precisam ser céleres e sérios, pois é inaceitável que não houvesse análise de risco do local e suas respectivas medidas preventivas para evitar que uma tragédia como essa acontecesse.

Os trabalhadores podem ter morrido por asfixia por falta de oxigênio. Segundo Antonio Carlos Garcia, pesquisador da Fundacentro, possivelmente, deve ter ocorrido a ação de microorganismos na madeira, que consome oxigênio e produz dióxido de carbono. Mais pesado que o ar, o dióxido de carbono pode ter ficado na base do porão do navio. A Norsulcargo Navegação S/A, que é afretadora do navio, informou que está acompanhando as investigações. Nós, também.

 

 

 

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