Incêndios

Bomba flutuante é instalada em açude para reforçar combate a incêndio que já dura mais de 20 dias em aterro no Acre

Corpo de Bombeiros quer aumentar ainda mais o volume de água usado para fazer o resfriamento do local. Incêndio começou em 25 de julho em um aterro de resíduos sólidos de Rio Branco.

Uma bomba flutuante foi instalada nesta quarta-feira (15) em um açude para reforçar o combate ao incêndio que já dura 21 dias no aterro de resíduos sólidos na Estrada Transacrena, em Rio Branco. O equipamento foi instalado pelo Corpo de Bombeiros em um balneário próximo ao aterro. As equipes usam mais de 300 mil litros de água por dia para tentar combater o fogo.

Além dos caminhões dos bombeiros, três carros-pipas da Prefeitura de Rio Branco auxiliam no combate ao fogo que começou no dia 25 de julho. O major Cláudio Falcão explica que duas viaturas quebraram devido ao esforço no combate ao fogo.

“O açude fica próximo e estamos bombeando essa água para aumentar esse volume de água e tentar combater o incêndio. Há lugares no aterro que chegam a 30 metros de altura, então precisamos de uma potência muito grande, de, por exemplo, três galões por segundo, ou não é possível alcançar a altura”, explica.

Chuva complicou situação

Ainda conforme Falcão, a chuva registrada na capital nesta quarta (15) ajudou, mas não resolveu o problema. Além disso, acabou deixando o aterro enlameado e dificultando a movimentação dos caminhões com água.

A previsão é que ainda leve mais de 20 dias para que toda a situação seja contida e cheguem ao ponto de origem do incêndio.

“A queima ali é em profundidade. Nós temos o controle do incêndio, é evidente, mas não temos a extinção. Por isso estamos diariamente fazendo esse combate para poder minimizar a questão da fumaça e chegar ao ponto de origem. Porém, o material é muito inflamável que não exala chama por conta do resfriamento, mas queima lentamente e não apaga com facilidade”, lamenta.

50% da fumaça foi dissipada

O coronel do Corpo de Bombeiros, Charles da Silva, afirma que já conseguiram dissipar 50% da fumaça no local, mas que ainda há pontos de emissão. No aterro podem ser despejados resíduos de construção civil, restos de podas de árvores e os resíduos de limpezas feitas nos bairros.

“Em virtude do clima não foi possível dissipar totalmente. Esse é um local que vamos ter a emissão de fumaça devido a tipo de material despejado. Esse material está todo por baixo de areia e barro, então o que acontece é que ele começa a queimar em superfície e em profundidade e emitindo a fumaça que causa grande incômodo”, destaca.

A inalação da fumaça pode causar riscos, conforme o coronel. Ele destaca que as crianças e idosos são os que mais sofrem. Por isso, as equipes no local usam o equipamento de proteção individual (EPI).

“A fumaça causa irritação nos olhos, é um dos primeiros sintomas, mas também há incômodo geral como qualquer fumaça. As pessoas que infelizmente inalarem esse tipo de material podem ter problemas respiratórios entre outras coisas. Usamos o EPI para que consigamos trabalhar gradualmente todos os dias”, ressalta.

 Equipes usam até sete caminhões-pipas por dia para tentar conter chamas (Foto: Guilherme Barbosa/Rede Amazônica Acre)
Equipes usam até sete caminhões-pipas por dia para tentar conter chamas (Foto: Guilherme Barbosa/Rede Amazônica Acre)
https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2018/08/15/bomba-flutuante-e-instalada-em-acude-para-reforcar-combate-a-incendio-que-ja-dura-mais-de-20-dias-em-aterro-no-acre.ghtml

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