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Trabalhador deve seguir rigorosamente as medidas de prevenção de acidentes em manutenção de máquinas

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Não tem jeito! Depois que um acidente de trabalho acontece, resultando na amputação de um braço do empregado que ficou preso na máquina, só resta à vítima recuperar-se, para depois reinventar-se profissionalmente. Cito o caso ocorrido este mês de um trabalhador de empresa terceirizada da Usiminas de Ipatinga, no Vale do Aço, que sofreu um acidente na correia transportadora da sinterização, quando realizava atividade de manutenção. Ele ficou sem o braço, e a Usiminas soltou uma nota padrão para lamentar o ocorrido. Ora, lastimável mesmo é uma pessoa perder um membro ao realizar manutenção em máquina, uma vez que a norma regulamentadora (NR) 12 estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes nessas situações.

Já escrevi sobre a atualização da NR 12, que é extremamente rigorosa contra acidentes em operações com máquinas e equipamentos. Então, se há uma NR específica para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores, por que situações como essa ainda acontecem? Enquanto a investigação não esclarecer as causas do acidente do trabalhador que prestava serviços para a Usiminas, disponho-me a dar algumas dicas para reduzir o risco de acidentes na manutenção de máquinas. Inicialmente, nenhuma pessoa que não esteja capacitada a executar tarefa de manutenção pode fazê-la. Todos os dispositivos de corte de fontes de energia devem ser bloqueados na posição “desligado” ou “fechado” para impedir a reenergização durante o processo de manutenção. Os disjuntores e seccionadoras que alimentam o equipamento devem ser bloqueados com cadeados e dispositivos de bloqueios específicos. Somente eletricistas devem ter acesso a eles. Além disso, é possível fazer o bloqueio mecânico do interruptor de acionamento da máquina com a garra de bloqueio. Cada empregado envolvido na manutenção da máquina coloca seu cadeado de bloqueio e sua etiqueta de identificação em um dos seis condutos da garra, sendo o equipamento liberado após os empregados concluírem o serviço e retirarem seus cadeados e etiquetas. As barreiras das máquinas em manutenção devem ser sinalizadas com cartão ou etiqueta com horário, motivo da manutenção e nome do responsável.

Finalmente, o isolamento e a sinalização do local de manutenção devem ser realizados por meio de cores, símbolos, inscrições e sinais luminosos ou sonoros.

 

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