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As exigências obrigatórias para os cilindros de gases

A NBR 12274 (NB1357) de 10/2010 – Inspeção em cilindros de aço, sem costura, para gases estabelece os requisitos mínimos exigíveis para inspeção e ensaio de verificação sobre a integridade de cilindros de gases para serviços diversos. Estabelece os requisitos mínimos exigíveis que um cilindro de aço, sem costura, para gases, deve atender para ser considerado apto a voltar ao serviço, independentemente de sua norma de fabricação. Aplica-se a cilindros de aço, sem costura, utilizados para transporte de gases comprimidos ou liquefeitos, com capacidade d’água nominal não inferior a 1 L, porém não superior a 150 L. Quando for praticável, entretanto, esta norma pode também ser aplicada a cilindros com capacidade d’água nominal inferior a 1 L. Esta norma se aplica a cilindros montados em feixes transportáveis ou fixos e em carretas e não se aplica a cilindros para acetileno e para gás liquefeito de petróleo (GLP).

A inspeção e os ensaios devem ser realizados somente por pessoal capacitado, de modo que fique garantido, sob todos os aspectos, que os cilindros estão dentro dos limites permitidos para serem reutilizados com segurança. A verificação da capacitação de pessoal e da execução apropriada dos serviços deve ficar sob a supervisão técnica de engenheiro devidamente registrado no CREA, que definirá a metodologia de treinamento de pessoal e execução dos ensaios.

Antes de cada enchimento, o cilindro deve ser submetido às seguintes verificações: se a última inspeção ainda for válida, de acordo com o intervalo indicado no Anexo A; identificação; inspeção visual externa; e inspeção da válvula. Para o enchimento de cilindros de gás natural veicular (GNV), não é necessária a verificação prescrita na alínea d) de 4.2.1.

Para cilindro de dióxido de carbono (inclusive de aplicação marítima) que não esteja provido de válvula de pressão residual mínima, além das verificações prescritas, deve-se: abrir lentamente a válvula e verificar se o cilindro contém pressão residual. Caso não contenha, o cilindro deve ser submetido à inspeção interna e o resultado dessa inspeção deve ser registrado no formulário do Anexo E. Caso o cilindro contenha pressão residual, virar o cilindro de cabeça para baixo, aguardar alguns segundos e abrir lentamente a válvula.

Caso seja expelido algum líquido, o cilindro deve ser submetido à inspeção interna e o resultado dessa inspeção deve ser registrado no formulário do Anexo E. Para cilindro de aplicação marítima que não esteja provido de válvula de pressão residual mínima, além das verificações prescritas, deve-se abrir lentamente a válvula e verificar se o cilindro contém pressão residual.

Caso não contenha, o cilindro deve ser submetido à inspeção interna e o resultado dessa inspeção deve ser registrado no formulário do Anexo E. O ensaio de som deve ser feito para verificação do estado da superfície interna das paredes do cilindro. O ensaio consiste em bater no corpo do cilindro com um martelo de 250 g, ou equivalente, escolhendo áreas próximas do centro, de modo a ouvir o som provocado.

Caso esse som seja abafado em todas as pancadas, ou em algumas, pode-se ter uma indicação de que a superfície interna do cilindro está comprometida ou de que o cilindro contém líquido. Neste caso, o cilindro deve ser retirado de circulação para uma inspeção interna. No caso de ser constatada alguma dúvida quanto ao produto contido no interior do cilindro ou quanto à obstrução da válvula, devem ser seguidos os procedimentos descritos em 4.6 e no Anexo B antes da decisão sobre seu retorno ao serviço.

No caso de, cumprida a sequência de verificações de 4.2.1 a 4.2.3, ainda existirem dúvidas quanto à aprovação do cilindro, devem ser providenciados ensaios ou verificações adicionais. Todo cilindro objeto desta norma deve ser submetido à inspeção periódica, conforme intervalos indicados no Anexo A. Quando não for possível atender ao prazo estipulado no Anexo A, por se encontrar em uso, o cilindro deve ser submetido à inspeção periódica na ocasião em que retornar para o seu enchimento. Essa exceção não se aplica a cilindros contendo GNV.

A inspeção periódica compreende também as verificações prescritas em 4.2.1 e mais as seguintes: inspeção visual interna; avaliação da massa do cilindro (pesagem); inspeção das roscas do gargalo e do colarinho; ensaio hidrostático ou inspeção por ultrassom. Caso o cilindro seja parte de um conjunto maior (cestas ou feixes), este deve ser previamente removido.

No caso de, cumprida a sequência de verificações prescritas em 4.3.2, ainda existirem dúvidas quanto à aprovação do cilindro, devem ser providenciados ensaios ou verificações adicionais. Depois da aprovação do cilindro, as seguintes operações complementares devem ser realizadas: marcação (ver 4.12.3); pintura e identificação (ver 4.13). Deve ser preenchido um relatório de inspeção, conforme 4.11.

Antes de qualquer outro procedimento, o cilindro e seu conteúdo devem ser identificados. O cilindro deve ser condenado caso não estejam gravados em sua calota caracteres indubitavelmente originais mencionando no mínimo: número de fabricação; nome, logotipo do fabricante ou procedência; ano de fabricação; pressões de serviço; norma de fabricação; sinete da entidade inspetora de fabricação.

A ISO 4705 não prescreve como obrigatória a marcação da pressão de ser viço, mas sim a marcação da pressão de ensaio. No entanto, alguns fabricantes de cilindros, devido aos requisitos de segurança operacional, têm feito a estampagem da pressão de serviço. Os cilindros fabricados no Japão ou na Europa, até o ano de 1980, que não apresentarem a marcação da norma de fabricação (por não ser exigido naquela ocasião), mas que atenderem a todas as demais prescrições desta norma, podem ser aceitos para enchimento até 03/2028, desde que a empresa responsável pelo enchimento disponha de histórico sobre a requalificação desses cilindros.

Para esses cilindros o intervalo de inspeção periódica deve ser de no máximo dois anos. Essa exceção não se aplica a cilindros de gás natural veicular (GNV). Outras marcações de identificação do cilindro, não necessariamente originais, devem ser verificadas, embora a inexistência delas não seja motivo de condenação do cilindro: tara; capacidade (litro ou decímetro cúbico de água); identificação do gás.

Na ocasião da inspeção, quando houver necessidade, pode-se estampar no cilindro o valor de sua capacidade hidráulica. Devem ser removidos, utilizando-se um método adequado, a pintura e outras substâncias ou objetos que dificultem o reconhecimento das marcações de identificação.

O cilindro deve ser inspecionado para verificação de: danos causados por fogo; efeitos de arco elétrico ou bico de gás; complementos e/ou modificações não autorizados e reparos condenatórios; efeitos de corrosão; marcações duvidosas. Devem ser removidos da superfície externa do cilindro, utilizando-se um método adequado, aplicações de massa plástica, produtos corrosivos, óleos, alcatrão e outras substâncias e produtos.

Quando a pintura do cilindro tiver uma espessura que possa dificultar a identificação de possíveis defeitos no cilindro, ela deve ser removida. Na inspeção de defeitos de causas externas, deve ser verificada a existência de: cortes, dobras de laminação, trincas, mossas e calombos; corrosão, particularmente na base; outros defeitos, tais como marcações não autorizadas.

A descrição, a avaliação de defeitos e as condições para rejeição dos cilindros são apresentadas no Anexo C. O cilindro deve ser submetido ao ensaio de som (ver 4.2.2) para avaliação do estado de sua superfície interna. Para a inspeção da válvula, verificar se existe algum dano (deformações) na conexão de saída da válvula. Despressurizar o cilindro e trocar a válvula, caso necessário.

Verificar o bocal de saída quanto à existência de contaminação (óleo, graxa e outros). Caso o bocal esteja contaminado apenas na parte externa, efetuar uma limpeza eficiente. Caso a contaminação esteja na parte interna do bocal, despressurizar o cilindro, executar sua limpeza interna através de método adequado e trocar a válvula.

Proceder à despressurização do cilindro. A válvula somente deve ser removida quando se tiver certeza de que o cilindro está despressurizado. No caso de a válvula ter sido removida do cilindro, deve-se verificar também a rosca de entrada (pé da válvula). No caso de a válvula apresentar funcionamento insatisfatório e/ou deformações no corpo, no volante, na haste ou outro componente, deve-se despressurizar o cilindro e providenciar sua troca.

No caso de a válvula ser provida de dispositivo de segurança, deve-se verificar se não há vazamento e/ou deformações. Despressurizar o cilindro e trocar o dispositivo de segurança ou a válvula, caso necessário. O funcionamento da válvula deve ser verificado primordialmente, como forma de assegurar que o cilindro se encontra despressurizado.

Mediante procedimento seguro, o cilindro deve ser despressurizado até a pressão atmosférica, com vazão controlada, em ambiente aberto ou conectado a uma linha e direcionado para um ambiente externo. No caso de o cilindro estar equipado com válvula de pressão residual mínima. Devem ser tomados cuidados especiais para despressurização de cilindros que contenham gases inflamáveis.

No caso de o cilindro conter gases desconhecidos, gás tóxico e/ou corrosivo, conforme a NBR 117 25, o cilindro somente deve ser despressurizado pela empresa fornecedora do gás. Em caso de suspeita de obstrução da válvula, deve-se adotar o procedimento constante no Anexo B. A inspeção periódica deve ser documentada por um registro que, obrigatoriamente, deve permanecer em arquivo por um período não menor que o intervalo entre duas inspeções consecutivas.

O relatório de inspeção periódica só deve ser exigido pelo contratante desses serviços, não sendo necessária sua apresentação ao usuário final do cilindro, uma vez que a data e a identificação do responsável pela inspeção periódica são gravadas na calota do cilindro. Quando for utilizado ensaio hidrostático, o registro deve ser feito em forma de relatório, contendo no mínimo os dados constantes no Anexo E, e deve ser totalmente preenchido e assinado por pessoa capacitada e responsável pela inspeção periódica.

Na coluna “Motivo de condenação”, deve sempre ser mencionada a razão da não-conformidade com esta norma, ou o número do item não atendido. A palavra “aprovado” ou “condenado” deve obrigatoriamente constar no registro de cada cilindro inspecionado. Quando for utilizada a inspeção por ultrassom, o registro deve ser feito em forma de relatório, contendo no mínimo os dados constantes no Anexo F, e deve ser totalmente preenchido e assinado por pessoa capacitada e responsável pela inspeção periódica.

Na coluna “Motivo de condenação”, deve sempre ser mencionada a razão da não-conformidade com esta norma, ou o número do item não atendido. A palavra “aprovado” ou “condenado” deve obrigatoriamente constar no registro de cada cilindro inspecionado. As inspeções periódicas devem obedecer aos intervalos constantes na tabela abaixo.

Quando o cilindro a ser requalificado for de propriedade de terceiro, antes de iniciar as inspeções e ensaios prescritos nesta norma, o proprietário do cilindro deve assinar um termo de acordo onde conste que, em caso da condenação do cilindro para enchimento, ele será inutilizado. As marcações do cilindro condenado devem ser preservadas. O cilindro condenado deve ser inutilizado pela unidade industrial que executou a inspeção por um dos seguintes métodos: esmagamento por meios mecânicos; abertura de um furo sobre a calota, cuja área seja equivalente a no mínimo 10 % da sua área real.

No caso de cilindros de paredes delgadas, devem ser feitas três aberturas, seguindo-se o mesmo critério. O corte irregular do corpo ou do gargalo por maçarico, separando o cilindro em partes e qualquer outro método que descaracterize o cilindro como recipiente para acondicionamento de gases sob alta pressão.

FONTE: Equipe Target

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