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Gastrite, sei o que é isso, e nunca me afastei do trabalho; mas há pacientes que recebem auxílio-doença por causa da doença

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Hoje, queridos leitores, escreverei sobre um tema com os pés nas costas, porque entendo desde a adolescência: a gastrite. Essa doença que, de acordo com dados da Previdência Social, de janeiro a junho deste ano, provocou mais de 240 afastamentos por auxílio-doença previdenciário, é minha antiga e cruel companheira.

Algumas profissões estão mais vulneráveis a desenvolver gastrite, como bancários, que trabalham com metas e prazos, quem trabalha à noite, já que não dorme e nem come nos horários adequados e, por que, não, os jornalistas, que precisam superar tantos desafios para informar com precisão.

A partir do momento em que temos a gastrite, sofremos um comprometimento orgânico, por causa do desconforto abdominal e, principalmente, das dores de cabeça que atrapalham nossa concentração mental e disposição física. Basicamente, a gastrite é definida como uma inflamação no estômago e, se não for tratada, pode levar a problemas mais graves. Delícias, como biscoitos recheados, chocolate e refrigerantes, são verdadeiros demônios à doença, podendo influenciar para piora ou surgimento de uma gastrite.

Desenvolvi a gastrite na adolescência, e desde então os sintomas persistem. São eles: queimação, náuseas e sensação de estômago cheio. A pressão no trabalho, má alimentação e fora de horários fazem a gastrite piorar.  Comer a cada três horas e seguir a recomendação médica são essenciais para o controle do problema. Posso afirmar que tenho uma alimentação bastante saudável, mas com o Brasil de hoje, é quase impossível não sofrer de estresse, o que desperta o furor da minha gastrite. Ao longo de anos, já fiz inúmeras endoscopias, exame para o diagnóstico da gastrite.  Classificada de acordo com a duração, causa e local no estômago, a gastrite pode ser provocada pela presença da bactéria H. Pilori, resultando numa gastrite aguda. No caso da gastrite crônica, essa é caracterizada por duração prolongada dos sintomas, com aumento da inflamação na parede do estômago.

Os sintomas de todas as gastrites podem levar à queimação, mal-estar, indigestão, gases, inchaço no abdome, arrotos e até vômito. É importante o paciente identificar a causa que agride o estomago, como o caso da H. Pilori, ácido e algumas substâncias, como álcool, cigarro e componentes alimentares, e alguns remédios. Eu mesma odeio chocolate, porque passo muito mal da gastrite. Assim, nunca me permiti gostar do chocolate. Para encerrar, coloco minha experiência em gastrite à disposição dos leitores. Podem mandar perguntas sobre a doença, que doutora Emily, responde!

 

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