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Adoecimento mental do trabalhador, que causa afastamento, precisa voltar aos níveis de antigamente

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Hoje, mais do que nunca, o setor de segurança e medicina do trabalho das empresas está diante de uma realidade que assusta. Trata-se do transtorno mental apresentado pelos trabalhadores. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 35% a 40% da população trabalhadora ativa apresenta algum tipo de psicopatologia. A ‘insanidade’ dos empregados é a terceira maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. E, em função das exorbitantes imposições das empresas deste século XXI, a tendência é que novos casos levem ao afastamento de funcionários.

Não cobri o Simpósio Saúde Mental e Trabalho, que foi realizado no último dia 3, na Universidade Federal do Espírito Santo, mas faço questão de registrar a iniciativa da Rede de Formação e Pesquisa em Saúde do Trabalhador (Refopesat), que cumpre ações nesse campo sob a ótica da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), e que esteve à frente do evento voltado aos profissionais do setor de SST.

O sofrimento e o adoecimento psíquico dos empregados precisam constar dos programas de prevenção às doenças do trabalho. O evento foi uma oportunidade para que os membros da comissão organizadora lançassem propostas, entre as quais destacaram-se a necessidade de identificação e sistematização de informações em Saúde Mental relacionadas ao trabalho, para subsidiar a produção de cuidado nos diversos ramos de atividades.

Os pesquisadores falaram sobre as estratégias para fomentar a identificação, a avaliação diagnóstica, o manejo clínico dos casos de Saúde Mental no ambiente ocupacional, assim como as medidas de promoção da saúde mental.

 

 

www.segurancaocupacionales.com.br

 

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