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As barras antipânicos aplicadas em portas de saída de emergência

Equipe Target

NBR 11785 de 11/2018: os requisitos para as barras antipânicos

A NBR 11785 de 11/2018 – Barra antipânico – Requisitos especifica os requisitos mínimos exigíveis para a classificação, fabricação, instalação, funcionamento, manutenção e ensaios de barra antipânico aplicadas em portas de saída de emergência.

Quanto a forma de acionamento, as barras antipânico são classificadas em: barra antipânico de acionamento horizontal; barra antipânico de acionamento radial. Quanto à disposição de travamento, as barras antipânico são classificadas em: barra antipânico de travamento horizontal; barra antipânico de travamento vertical; barra antipânico de travamento horizontal e vertical.

Quanto à aplicação e/ou utilização, as barras antipânico são classificadas em: classe C: barras antipânico de uso regular, destinadas à aplicação em portas de saída de emergência que não necessitem apresentar características corta-fogo; classe F: barras antipânico destinadas à aplicação em portas corta-fogo de saída de emergência de acordo com a NBR 11742, com requisitos específicos de resistência ao fogo, conforme estabelecido em 6.3.10; classe H: barras antipânico destinadas à aplicação em portas de saída de emergência com requisitos adicionais para aplicações de elevada frequência de uso, definindo as classificações adicionais C/H e F/H. A barra antipânico deve ser empregada de acordo com a sua classificação. As barras antipânico devem ser instaladas em portas de saída de emergência no sentido de fuga (evasão).

A barra antipânico deve ser o único meio existente na (s) folha (s) da (s) porta (s) de saída de emergência para abri-la (s) no sentido de fuga. Não pode ser instalado qualquer dispositivo ou mecanismo de travamento ou trancamento da porta que interfira no funcionamento normal da barra antipânico. Não podem ser utilizados cadeados, correntes ou outros tipos de travamento do acionamento da barra antipânico que dificultem ou inviabilizem a abertura da porta de saída de emergência.

A barra antipânico acionadora do dispositivo antipânico deve liberar a (s) porta (s) onde encontra (m)-se instalada (s) por meio de movimento único. É permitida a instalação de sistema de travamento (eletromecânico ou eletromagnético) de porta de saída de emergência no sentido de invasão, desde que o acionamento da barra antipânico libere a abertura da porta no sentido de evasão, por meio de microinterruptor (micro switch) contido na porta.

Quando operado, o microinterruptor da barra antipânico deve interromper diretamente a alimentação elétrica do sistema de travamento, independentemente de atuação eletrônica de qualquer outro controle. É permitido que este dispositivo seja monitorado por sistema de segurança, desde que o monitoramento não interfira no funcionamento normal da barra antipânico.

Quando necessário resguardar a segurança patrimonial, admite-se a instalação de sistema de retenção (eletromecânico ou eletromagnético) de porta de saída de emergência no sentido de evasão, desde que os seguintes requisitos sejam simultaneamente atendidos: a edificação deve possuir sistema de alarme de incêndio conforme a NBR 17240 em funcionamento; o acionamento da barra antipânico deve liberar, de forma irreversível, a abertura da porta no sentido de evasão, por meio de um microinterruptor (micro switch) contido na porta, em no máximo 15 s do acionamento da barra.

A utilização deste tipo de dispositivo deve estar adequadamente justificada no plano de abandono proposto para a edificação, comprovadamente funcional e compatível com os tempos de abandono necessários à segurança dos ocupantes, em função do risco verificado. A liberação do dispositivo de retenção deve, adicionalmente, ocorrer de forma automática pelo acionamento do sistema de alarme de incêndio.

Toda porta de saída emergência dotada de um sistema de barra antipânico com retardo na liberação de sua abertura deve possuir alarme sonoro e visual indicativo do início da temporização para liberação. Todo dispositivo de travamento ou retenção de uma porta de saída de emergência deve ser instalado no modo de falha segura, ou seja, no caso de falha deste dispositivo, de seu sistema de alimentação elétrica ou ainda de seu sistema de liberação, o travamento ou retenção da porta associada a este deve ser automática e imediatamente liberado.

Se o tempo entre o acionamento da barra antipânico com o recolhimento do (s) trinco (s) e a efetiva liberação de abertura da porta de saída de emergência for superior a 2 s, ou seja, quando a abertura da porta ocorre nas condições definidas em 5.1.8, deve-se aplicar sinalização indicativa do retardo de abertura (temporização), respeitando-se as demais determinações constantes nas Partes 1, 2 e 3 da NBR 13434 (ver figura abaixo).

Esta sinalização deve ser composta por uma placa colada sobre a superfície da (s) folha (s) da (s) porta (s). O formato deve ser retangular, com a maior dimensão na horizontal e área mínima de 75 cm². A borda da placa também deve ser fotoluminescente. O ambiente onde encontra-se instalada a barra antipânico para liberação de um dispositivo de retenção deve possuir aclaramento por meio de um sistema de iluminação de emergência conforme a NBR 10898.

A barra antipânico deve ser instalada conforme as instruções do manual técnico de instalação e manutenção. O eixo longitudinal da barra acionadora deve ser posicionado horizontalmente, entre 0,90 m e 1,10 m acima do piso acabado. A instalação somente deve ser efetuada com parafusos, acessórios e acabamentos especificados pelo fabricante do dispositivo antipânico. Não é admitido o uso de rebites para a fixação da barra antipânico na porta.

As barras antipânico somente podem ser instaladas em portas de giro ou portas pivotantes, não empenadas e com movimentação livre. Qualquer travamento adicional não pode ser utilizado em portas de saída de emergência, a menos que seja liberada por meio do acionamento da barra antipânico. As instruções de operação para acionamento da barra antipânico devem ser sinalizadas, com placas do tipo orientação e salvamento, conforme disposto na NBR 13434.

A sinalização deve ser localizada a 1,50 m do piso acabado, fixada à porta, consistindo em uma placa com dimensões mínimas de 200 mm x 100 mm, com instruções gráficas indicativas do funcionamento. A manutenção das barras antipânico deve ser feita com periodicidade mensal, incluindo no mínimo as seguintes atividades: inspecionar e operar o dispositivo, assegurando que todos os componentes estejam em condições satisfatórias de funcionamento; providenciar o reaperto dos parafusos, se necessário; verificar se os alojadores estão desobstruídos; verificar se a placa de instruções de operação da barra antipânico encontra-se corretamente fixada à porta de saída, conforme a NBR 13434-1.

Devem ser fornecidas instruções claras no manual de instalação e manutenção, sobre a frequência e procedimentos para lubrificação da barra antipânico, bem como sobre a especificação do lubrificante a ser utilizado. A frequência de lubrificação deve ser definida de forma compatível com a agressividade do meio e a frequência de uso.

O proprietário da edificação, ou preposto legalmente nomeado para tanto, pode dispor de uma estrutura própria para realização das manutenções relativas à lubrificação. Nos casos onde haja necessidade de substituição de componentes, os serviços de manutenção somente podem ser executados pelo fabricante do equipamento ou por firmas por ele credenciadas, utilizando somente peças originais.

FONTE: Equipe Target

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