Incêndios

Estoque de espuma para combate a incêndio deve acabar em março, estimam bombeiros do DF

Número informado ao G1 é baseado na quantidade média utilizada em ocorrências. 'Estoque está em 10%', diz militar; corporação afirma que trabalho não é comprometido.

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal estima que o baixo estoque de espuma para incêndio seja suficiente por apenas três meses de uso. O número informado ao G1 é baseado na quantidade média do produto utilizado em ocorrências.

O material, chamado de Líquido Gerador de Espuma (LGE), é usado em incêndios de classe B – que envolve a queima de material inflamável, como em situações envolvendo derramamento de combustível. Nesses casos, jogar água não resolve.

Apesar da previsão de três meses, dependendo da necessidade, a quantidade pode acabar ainda mais rápido

“Caso ocorra um grande incêndio classe B, por exemplo, todo o estoque poderia ser consumido nesse combate”, declarou a corporação.

No entanto, segundo o Corpo de Bombeiros, não há nenhum risco ao atendimento de ocorrências. “Uma eventual ausência desse agente extintor não inviabiliza o trabalho do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal nos combates aos incêndios.”

Por exemplo, para os mesmos incêndios de classe B, é possível usar outros tipos de produtos, como pó químico e CO2. Estes itens não estão em falta.

Um bombeiro ouvido com condição de anonimato diz que trabalhar com esse tipo de espuma agiliza o atendimento a ocorrências. “Apaga o fogo bem mais rápido. É mais eficiente. A gente usa o LGE quando tem. Não tem nenhuma orientação para economizar. Se precisar, é para usar”, declarou o sargento, que trabalha em Ceilândia.

“O nosso estoque está em 10%. Agora que está chovendo, não usamos muito. Mas no verão, quando tem muito incêndio, usamos umas três vezes por semana.”

Bombeiros jogaram espuma para evitar que a carga do caminhão pegasse fogo depois de acidente na EPNB — Foto: Corpo de Bombeiros/ DivulgaçãoBombeiros jogaram espuma para evitar que a carga do caminhão pegasse fogo depois de acidente na EPNB — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Bombeiros jogaram espuma para evitar que a carga do caminhão pegasse fogo depois de acidente na EPNB — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Licitação

A última compra de espuma pelos bombeiros ocorreu em 2016. Foram comprados 5,8 mil litros do produto. De acordo com a corporação, o material ainda é economizado graças a viaturas com sistema de espuma por ar comprimido (CAFS, da sigla em inglês).

“Diante dessa nova tecnologia para geração de espuma utilizamos uma proporção de 0,3% de LGE, assim a corporação tem uma economia de 10 vezes em relação ao uso de LGE comum ou nacional.”

Para repor o estoque, os bombeiros iniciaram uma licitação em outubro deste ano. “Entretanto o processo foi finalizado sem êxito, por motivos alheios a esta corporação, inviabilizando a compra deste agente extintor”, declararam. Com isso, foi aberta uma nova licitação, desta vez, internacional. Não há prazo para ela ser concluída.

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/12/10/estoque-de-espuma-para-combate-a-incendio-deve-acabar-em-marco-estimam-bombeiros-do-df.ghtml

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