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Operários são vistos sem proteção em obra no Tribunal do Trabalho

Operários que trabalham em uma obra no prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá, foram flagrados atuando sem cinto de proteção em uma altura considerável na manhã desta terça-feira (18). O TRT informou que tomou todas às medidas cabíveis contra a empresa responsável pela obra.

Como é possível ver nas imagens do repórter fotográfico do Olhar Direto, Rogério Florentino, os funcionários estão com camisetas de manga longa e bonés para o sol. Porém, não usam capacete ou qualquer outro equipamento de proteção que ajudem em uma eventual queda.

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, por meio da assessoria de imprensa, disse que foi alertado pela equipe do Olhar Direto sobre a situação  dos trabalhadores que atuavam no prédio da Corte sem os devidos equipamentos de proteção individual.

O Tribunal informou que a empresa DSS Serviços de Tecnologia da Informação realizava, no momento, a manutenção do Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas. De pronto, foi ordenado que a empresa suspendesse as atividades até a devida regularização.

“A área técnica do Tribunal está adotando as medidas administrativas cabíveis contra a empresa. O TRT de Mato Grosso agradece o olhar atento da equipe de reportagem do site Olhar Direto”, diz trecho da nota.

Em julho deste ano, a reportagem também flagrou operários em situação semelhante no prédio do Ministério do Trabalho, em Cuiabá. Assim que soube da situação, a Superintendência Regional do Trabalho (SRT/MT) mandou que os serviços fossem paralisados até a adequação.

Apesar de estarem com os capacetes de proteção, os operários não utilizavam o cinto, o que seria obrigatório, já que estavam trabalhando em uma altura considerável no prédio. A situação foi vista como muito grave pelo superintendente regional do Trabalho, Amarildo Borges de Oliveira.

Dados obtidos entre 2012 e 2017 apontam que 690 trabalhadores morreram em acidentes de trabalho.  No total, mais de 66 mil acidentes foram registrados, o que dá uma média de um a cada 52 minutos e 11 segundos.

 

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