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A inspeção em cestas aéreas

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NBR 16092 de 12/2018: as especificações e os ensaios em cestas aéreas

A NBR 16092 de 12/2018 – Cestas aéreas – Especificações e ensaios estabelece critérios para projeto, produção, ensaios e inspeção de cestas aéreas isoladas e não isoladas.

Pode-se definir uma cesta aérea isolada como o equipamento projetado e destinado a elevação de pessoas, montado em veículo que trabalha parado e estabilizado, dotado de braço móvel, seja extensível, articulado ou ambos, com componentes dielétricos, e projetado e ensaiado para possuir taxa de isolamento elétrico específico, que pode também ser usado para transporte de material, desde que projetado e equipado para tal. A cesta aérea não isolada é o equipamento projetado e destinado a elevação de pessoas, montado em veículo que trabalha parado e estabilizado, dotado de braço móvel sem componentes dielétricos, seja extensível, articulado ou ambos, que pode também ser usado para transporte de material, desde que projetado e equipado para tal.

O projeto e a fabricação de cestas aéreas devem estar de acordo com esta norma. Os melhores princípios de engenharia devem ser aplicados ao projeto de cestas aéreas, com a devida atenção ao fato de que se trata de unidades destinadas à elevação de pessoas. Os elementos estruturais da cesta aérea, a (s) caçamba (s) ou a plataforma e os acessórios para levantamento de carga (se existentes) devem ser projetados considerando o estresse neles incidentes, como previsto aqui. O estresse de projeto calculado deve ser baseado na capacidade de carga nominal e com o peso combinado da estrutura de suporte.

Para materiais dúcteis, o estresse de projeto não pode ser superior a 50 % do limite de escoamento mínimo do material, ou seja, fator de segurança maior que 2. Para materiais não dúcteis e plásticos reforçados por fibra de vidro, o estresse de projeto não pode ser superior a 20% da resistência à ruptura do material, ou seja, fator de segurança maior que 5.

Para correntes, montagens com cabos de aço e componentes calculados com base na resistência à ruptura, as cargas de projeto não podem ser superiores a 20 % da resistência à ruptura do material, ou seja, fator de segurança maior que 5. Os componentes que tenham sido qualificados por ensaios ou por critérios de projeto aceitáveis devem ser considerados dotados de níveis de segurança equivalentes aos citados nesta Seção. Exemplos incluem engrenagens, caixas redutoras, parafusos roscados e rolamentos.

Para estes componentes, a capacidade de carga nominal do fabricante original não pode ser excedida. As análises devem considerar os efeitos dos seguintes fatores: concentrações de estresse; cargas dinâmicas; operação da cesta aérea em uma inclinação de 5°; temperatura ambiente para a qual a cesta aérea tenha sido projetada; cargas geradas durante o transporte; cargas produzidas pelo vento; cargas produzidas por forças manuais aplicadas na periferia da(s) caçamba(s) ou da plataforma (o valor mínimo deve ser de 23 daN, aplicados horizontalmente para cestas aéreas projetadas para uma pessoa, e 46 daN, aplicados horizontalmente para cestas aéreas projetadas para mais de uma pessoa); cargas que incluem o carregamento de coluna ? flambagem.

Todos os componentes hidráulicos cuja falha possa resultar em movimento da (s) caçamba (s) ou da plataforma, ou do sistema de levantamento de material devem ter uma resistência à ruptura de no mínimo quatro vezes a pressão de operação para a qual o sistema for projetado. Os outros componentes hidráulicos, normalmente escolhidos de acordo com as pressões, como mangueiras, tubos e conexões, devem ter no mínimo o triplo da resistência para qual o equipamento for projetado.

Todos os outros componentes hidráulicos que dependam de critérios de desempenho devem ter no mínimo o dobro da capacidade para a qual o sistema for projetado. Estes tipos de componentes geralmente incluem bombas hidráulicas, motores hidráulicos, comandos direcionais e componentes de função similar.

As cestas aéreas devem possuir comandos superior e inferior para movimentação dos braços. Todos os controles dos comandos devem ser claramente identificados quanto às suas funções e devem ser protegidos contra uso inadvertido e acidental. Os comandos de movimentação dos braços e de acessórios para movimentação de carga devem voltar à posição neutra, quando soltos pelo operador.

O comando superior deve estar na caçamba ou na plataforma, ou ao seu lado, e prontamente acessível ao operador. Em uma cesta aérea de duas caçambas, a operação do comando deve ser suficientemente fácil para não haver necessidade de o operador desengatar seu cinto de segurança. Para prevenir contra a atuação inadvertida dos controles de movimentação dos braços localizados no comando superior, uma ação de liberação deve preceder o seu uso.

O controle (alavanca ou botoeira) deve retornar à posição neutra e bloqueada, quando solto pelo operador. O sistema de liberação deve ser incorporado em cada controle do comando. O comando da base deve ser prontamente acessível em todas as posições dos braços e os controles devem retornar à posição neutra, quando soltos pelo operador.

O comando deve possuir um dispositivo ou sistema que faça a transferência do comando superior para o comando inferior e vice-versa. Este dispositivo ou sistema de transferência deve manter as funções no comando selecionado (superior ou inferior) até que uma nova transferência seja realizada pelo operador.

O comando inferior de cestas aéreas isoladas deve ser montado de tal maneira que um operador não fique localizado no caminho da corrente elétrica, entre a cesta aérea e o solo. O comando inferior deve possuir uma proteção (no mínimo uma barreira física) contra acionamentos acidentais.

A cesta aérea deve possuir controles adicionais nos comandos superior e inferior para efetuar uma parada de emergência das funções do comando superior. Estes controles devem ser permanentemente identificados e não podem requerer atuação contínua para a condição de parada. No comando inferior, a válvula de transferência pode ser usada como parada de emergência, desde que claramente identificada para tal função.

Quando a cesta aérea estiver equipada com estes tipos de comandos, estes devem ser protegidos (no mínimo uma barreira física) contra acionamentos acidentais e as alavancas devem retornar à posição neutra, quando soltas pelo operador. Os comandos devem ser instalados na base da unidade móvel, de modo que o operador possa visualizar a movimentação dos estabilizadores. A montagem destes comandos deve ser projetada de tal forma que o operador não seja colocado na rota de movimentação dos estabilizadores

A cesta aérea deve possuir uma válvula ou chave seletora, localizada próxima aos comandos dos estabilizadores, que em uma posição bloqueie a operação dos estabilizadores e na outra posição bloqueie a operação de movimentação dos braços. Se a cesta aérea for equipada com um guincho para içamento de material no braço superior, ela deve possuir controles nos comandos superior e inferior para operação do guincho. O controle inferior do guincho deve ser acessível a partir do comando inferior da cesta aérea.

As cestas aéreas devem ser equipadas com dispositivo que prenda os braços ou devem ser projetadas para assegurar que os braços sejam mantidos firmes na posição de repouso, quando em transporte. A (s) caçamba (s) ou a plataforma deve (m) ser projetada (s) de modo a suportar cargas de choque e de vibração durante o transporte. Deve ser montado um sistema de amortecimento para a (s) caçamba (s) ou a plataforma, de modo a evitar que as vibrações geradas pelo deslocamento do veículo sejam transferidas para o eixo que sustenta a(s) caçamba(s) ou a plataforma.

Cada cesta aérea, montada em veículo que atenda às especificações mínimas indicadas pelo fabricante, sem dispositivos prontamente removíveis e sem materiais acondicionados no veículo/carroceria, deve ser capaz de sustentar uma carga estática 50% maior que a carga para a qual foi qualificada, em todas as posições nas quais a carga puder ser colocada, estando o veículo em superfície plana e firme.

A carga para a qual a cesta aérea está qualificada, acrescida de 50 %, deve ser aplicada no centro da (s) caçamba (s) ou da plataforma e os braços devem ser posicionados na configuração de máximo momento de tombamento. Caso a cesta aérea seja equipada com dispositivo para içamento de cargas, a capacidade suplementar do dispositivo também deve ser acrescida de 50%, e ambas as cargas (da (s) caçamba(s) ou da plataforma e do guincho) devem ser aplicadas simultaneamente, com os braços posicionados na configuração de máximo momento de tombamento, respeitando o gráfico de capacidade de cargas.

A aplicação simultânea da capacidade nominal e da capacidade suplementar, acrescidas de 50%, somente deve ser realizada em cestas aéreas projetadas para trabalhar simultaneamente com ambos os tipos de carga. As sapatas estabilizadoras ou outro componente de estabilização utilizado como parte da configuração devem ser utilizados de acordo com as orientações do fabricante, para determinar se a unidade móvel atende aos requisitos de estabilidade.

Cada cesta aérea, montada em veículo que atenda às especificações mínimas (do veículo) indicadas pelo fabricante, sem dispositivos prontamente removíveis e sem materiais acondicionados no veículo/carroceria, deve ser capaz de sustentar uma carga estática 33 % maior que a carga para a qual foi qualificada, em todas as posições nas quais a carga puder ser colocada, estando o veículo em uma rampa de 5° na direção de menor estabilidade.

A carga para a qual a cesta aérea está qualificada, acrescida de 33%, deve ser aplicada no centro da(s) caçamba(s) ou da plataforma, e os braços devem ser posicionados na configuração de máximo momento de tombamento. Caso a cesta aérea seja equipada com dispositivo para levantamento de cargas, a capacidade suplementar do dispositivo também deve ser acrescida de 33% e ambas as cargas (da (s) caçamba (s) ou da plataforma e do guincho) devem ser aplicadas simultaneamente, com os braços posicionados na configuração de máximo momento de tombamento, respeitando o gráfico de capacidade de cargas.

A aplicação simultânea da capacidade nominal e da capacidade suplementar, acrescidas de 33%, somente deve ser realizada em cestas aéreas projetadas para trabalhar simultaneamente com ambos os tipos de carga. As sapatas estabilizadoras ou outro componente de estabilização utilizado como parte da configuração devem ser utilizados de acordo com as orientações do fabricante, para determinar se a unidade móvel atende aos requisitos de estabilidade.

Nenhum dos ensaios descritos em 4.5.1 e 4.5.2 deve provocar instabilidade na unidade móvel ou causar deformação permanente em qualquer componente. Durante o ensaio de estabilidade, o levantamento de um pneu ou estabilizador do lado oposto não indica necessariamente uma condição de instabilidade.

Um indicador de inclinação deve ser montado de maneira visível para o operador, durante o posicionamento da unidade móvel, para mostrar se o equipamento está posicionado com inclinação dentro dos limites permitidos pelo fabricante. Os limites admissíveis devem ser informados no equipamento e no manual.

As cestas aéreas que forem dotadas de sapatas estabilizadoras devem possuir um sistema que impeça a operação de recolhimento das sapatas estabilizadoras sem o prévio recolhimento do braço móvel para a posição de transporte. As cestas aéreas devem possuir sistema de nivelamento da (s) caçamba (s) ou da plataforma automático e ativo, interligado aos movimentos dos braços e independente da atuação da força da gravidade ou de qualquer ação do operador.

Este sistema deve manter o nivelamento da (s) caçamba (s) ou da plataforma em relação ao solo e evitar o seu basculamento. Podem ser utilizados meios mecânicos, como bastões, cabos e/ou correntes, meios elétricos, hidráulicos ou um sistema misto. Deve ser providenciado um sistema de segurança para separar a estabilização da (s) caçamba (s) ou da plataforma da estabilização do guincho (se existente) enquanto este estiver manipulando uma carga.

A carga máxima em qualquer cilindro operando dentro da capacidade para a qual a cesta aérea for qualificada não pode, em posição alguma, exceder metade do valor que causaria deformação permanente. O estresse calculado para os componentes de levantamento de carga deve incluir os efeitos aditivos de forças externas e internas, como aquelas resultantes de pressão hidráulica.

Todos os componentes roscados usados para fixar componentes críticos, como pistões hidráulicos e pinos de articulações, devem ser protegidos contra rotação por meio de travamento adequado. Deve haver meios de limitar o aumento da pressão devido a fatores como expansão térmica do fluido hidráulico e vazamentos que possam levar a um aumento de tensão mecânica dos materiais.

O sistema deve ser projetado para prevenir movimentações, na hipótese de perda de força hidráulica. Quando a operação (funcionamento) da cesta aérea é feita por meios hidráulicos, o sistema deve receber dispositivos de segurança para prevenir o movimento da (s) caçamba (s), do dispositivo de elevação de material, ou ambos, em caso de falha na linha hidráulica.

Este requisito não se aplica aos tubos metálicos localizados entre o cilindro e a válvula holding. Quando a operação (funcionamento) da cesta aérea é feita por meios hidráulicos, o sistema deve receber dispositivos de segurança para prevenir o movimento da (s) caçamba (s) ou da plataforma, do dispositivo de elevação de material, ou ambos, em caso de falha na linha hidráulica.

As cestas aéreas devem ser capazes de passar com sucesso pelo seguinte ensaio, que visa medir a movimentação da (s) caçamba (s) ou da plataforma: uma cesta aérea a ser ensaiada deve ser carregada com a sua capacidade máxima e colocada na posição em que a possibilidade de movimentação da (s) caçamba (s) ou da plataforma, contra a resistência de todos os cilindros, seja maximizada. Antes do ensaio, é permitida a equalização da temperatura do óleo hidráulico com a temperatura ambiente.

A movimentação admissível da (s) caçamba (s) ou da plataforma, em qualquer das direções, não pode exceder 100 mm em 1 h de ensaio. Esta caçamba deve ser construída com materiais não condutivos, deve ser identificada como não isolante e não pode ter orifícios para drenos ou aberturas de acesso.

O liner isolante para este tipo de caçamba deve ser construído com materiais não condutivos e ensaiado de acordo com 5.4.2.4. O liner deve ser suportado pelo fundo interno da caçamba. Esta caçamba pode ser construída com materiais condutivos ou não condutivos. A caçamba deve ser identificada como não isolante. Este tipo de caçamba pode ter orifícios para drenos e/ou abertura de acesso.

A caçamba isolante deve ser construída com materiais não condutivos e não pode ter orifícios para drenos ou aberturas de acesso. Este tipo de caçamba deve ser ensaiado de acordo com os ensaios dielétricos para liners apresentados em 5.4.2.4. As caçambas devem estar de acordo com as dimensões internas mostradas na figura abaixo.

As plataformas que não sejam caçambas devem possuir sistema de guarda-corpo. O sistema de guarda-corpo deve incluir uma grade ao redor da sua periferia superior. Esta grade deve ter 1.067 mm ± 76 mm de altura, acima da superfície da plataforma, projetada para resistir a 133,5 daN em qualquer direção, sem ruptura.

O sistema de guarda-corpo deve possuir pelo menos uma travessa adicional entre a travessa superior e a superfície da plataforma, projetada para resistir a 133,5 daN em qualquer direção, sem ruptura. A plataforma deve incluir rodapés em todos os lados. A altura mínima dos rodapés deve ser de 200 mm.

Os rodapés devem abrir em conjunto com a abertura de acesso. A configuração da plataforma aérea deve incluir acesso para entrada de pessoal, quando estiver na posição mais baixa ou repouso. Degraus de acesso devem ter superfícies antiderrapantes.

FONTE: Equipe Target

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