Emily SobralPAT

É preciso proteger o trabalhador do ruído que ensurdece

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Quem é do meio de segurança do trabalho sabe bem que a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) ainda é uma patologia de enorme predomínio em diversas atividades produtivas.

As indústrias da construção, a metalmecânica e a da madeira são ambientes iminentemente arriscados para contrair a PAIR. Mas há também outros setores laborais que expõem os empregados aos ruídos excessivos e contínuos. Em aeroportos, por exemplo, haja abafador auricular para o funcionário da Infraero proteger-se do barulho de motor de avião. Os DJs de boates podem ser felizes pela profissão que exercem, mas, com o passar do tempo, vão terminar tendo algum problema de audição. Eles podem até não ficar surdos completamente, mas terão uma redução significativa dessa faculdade e, pior, será irreversível sua capacidade auditiva. Portanto, a legislação trabalhista considera a PAIR como doença profissional e antecipa ações preventivas e punitivas para que as empresas protejam os ouvidos de seus empregados.

A Norma Regulamentadora 7 (NR 7) determina que todos os trabalhadores com exposição a ruídos acima de 85 decibéis (dB) devem ser submetidos a exame de audiometria no momento da admissão. O teste deve ser repetido seis meses após a entrada na empresa e, anualmente, desde então. O empregador precisa investir recursos e técnica para identificar as fontes de ruído, para amenizar o barulho. As medidas fazem parte dos equipamentos de proteção coletivas (EPCs), para que se isolem o ruído completamente, na fonte e em sua trajetória, o que nem sempre é possível. Além disso, em diversas situações, o uso do protetor auditivo, como Equipamento de Proteção Individual (EPI), é indispensável.

Na gestão de medicina ocupacional, o trabalhador deve ser orientado a ficar atento a sintomas como zumbidos, dificuldade de atenção e concentração na execução das tarefas, dores de cabeça frequentes, tonturas, irritação ou ansiedade. Enfim, é mais do que óbvio que barulho que entra pelos ouvidos eleva o grau de desvario de qualquer pessoa normal.

 

 

www.segurancaocupacionales.com.br

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique Também

Close
Close