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As cores dos sinais de segurança em locais de trabalho

Equipe Target

NBR ISO 3864-4 de 02/2019: as cores dos sinais de segurança em locais de trabalho e áreas públicas

A NBR ISO 3864-4 de 02/2019 – Símbolos gráficos – Cores e sinais de segurança – Parte 4: Propriedades colorimétricas e fotométricas de materiais de sinais de segurança especifica os requisitos colorimétricos e fotométricos assim como os métodos de ensaio para as cores dos sinais de segurança a serem utilizados em locais de trabalho e áreas públicas. Ela fornece as especificações colorimétricas e fotométricas relativas às cores de segurança e às de contraste estabelecidas na NBR ISO 3864-1. Os requisitos físicos que os sinais de segurança precisam satisfazer estão relacionados principalmente à cor diurna e aos ambientes normalmente iluminados.

Esta parte da NBR ISO 3864 também inclui os requisitos colorimétricos e os métodos de ensaio para os sinais de segurança e materiais fosforescentes que também funcionam em ambientes não iluminados. É aplicável a todos os locais onde as questões de segurança relacionadas às pessoas precisam ser abordadas.

No entanto, não é aplicável às sinalizações para orientar o transporte ferroviário, rodoviário, fluvial, marítimo e aéreo e, em geral, àqueles setores sujeitos a um regulamento que pode ser diferente. As propriedades colorimétricas e fotométricas dos sinais de segurança retrorrefletivos, materiais retrorrefletivos combinados com materiais fluorescentes ou fosforescentes ou sinais luminosos de segurança ativados por uma fonte radioativa não são especificados nesta parte da norma.

Esta parte foi elaborada para fornecer, aos fabricantes/fornecedores de sinais de segurança, aos laboratórios de ensaio e aos fabricantes de instrumentos, especificações relativas às propriedades colorimétricas e fotométricas de sinais de segurança que compreendem diferentes tipos de materiais e métodos de ensaio. Uma utilização coerente desta parte ajudará a melhorar o conhecimento dos requisitos de sinais de segurança e vão assegurar uma melhor compreensão das características de funcionamento dos diversos tipos de sinais de segurança de uso cotidiano.

Esta norma é destinada a ser utilizada por todos os Comitês Técnicos da ISO encarregados de desenvolver os sinais de segurança específicos para seu setor, a fim de assegurar que exista somente um conjunto de requisitos colorimétricos e fotométricos e de métodos de ensaio para os sinais de segurança. Notar que os regulamentos em vigor de alguns países podem diferir em alguns aspectos desta parte da NBR ISO 3864.

Todos os requisitos colorimétricos e fotométricos aplicam-se aos materiais utilizados no sinal finalizado. As cores de segurança e as cores de contraste para as formas geométricas dos sinais de segurança e os símbolos gráficos para os tipos específicos de sinal de segurança são indicados na NBR ISO 3864-1. Os requisitos são baseados pelo observador colorimétrico normalizado CIE 2°, conforme especificado no CIE 15.

Quando o requisito envolver a cor do material do sinal nas condições de iluminação externa, os requisitos são baseados no iluminante normalizado D65 da CIE em um ângulo de 45° com a normal da superfície, e a observação feita na direção da normal (geometria de 45° a 0°), ou normal à superfície e a observação feita na direção de 45° à superfície (geometria de 0° a 45°). Os requisitos e os métodos de ensaio são fornecidos para os sinais de segurança nas condições acesas e apagadas.

As informações sobre as características das cores dos materiais iluminados externamente, iluminados internamente e fosforescentes são indicadas no Anexo A. Os sinais de segurança sem uma fonte de luz integrada devem ser iluminados externamente para que cumpra sua função prevista.

Os sinais de segurança iluminados internamente são classificados como “permanentes” (a fonte de luz integrada é alimentada) ou “não permanentes” (o sinal é iluminado externamente quando a fonte de luz integrada não é alimentada, mas em uma condição de emergência a fonte de luz integrada é alimentada). Se o sinal é previsto para ser reduzido, os requisitos também precisam ser atendidos sob essa condição.

Os sinais de segurança fosforescentes têm aplicações em ambientes iluminados e não iluminados. Por exemplo, durante uma situação de emergência, os materiais fosforescentes excitados emitem luz durante um período de tempo. Os requisitos são especificados em termos de região de cores para cada cor designada.

Os requisitos para sinais de segurança constituídos por materiais comuns são especificados em 4.2.1. Os requisitos para sinais de segurança não permanentes iluminados internamente são especificados em 4.2.2 (quando a fonte de luz integrada não é alimentada) e em 4.3 (quando a fonte de luz integrada é alimentada).

Os requisitos para sinais de segurança permanentes iluminados internamente são especificados em 4.3. Os requisitos para sinais de segurança fosforescentes sob iluminação externa são especificados em 4.2.3. Os materiais não são mais considerados apropriados para a segurança se, enquanto em uso, as coordenadas de cromaticidade e/ou de coeficiente de luminância estiverem fora das regiões de cores indicadas na tabela abaixo para o tipo de material de sinal de segurança, ou as coordenadas de cromaticidade e/ou de luminância ou de contraste de luminância estiverem fora dos limites indicados nas tabelas abaixo para o tipo de sinal de segurança.

Para fins de classificação pelos fabricantes, os requisitos de funcionamento e o método de ensaio para a emissão de cor dos materiais fosforescentes são indicados no Anexo B. Quando a cor-objeto é ensaiada de acordo com 5.2.1, as coordenadas de cromaticidade de cada cor devem estar dentro da região de cor correspondente especificada na tabela abaixo, como ilustrado na figura abaixo. O coeficiente de luminância para cada cor deve ser especificado na tabela abaixo.

Quando um sinal de segurança não permanente iluminado internamente é ensaiado de acordo com 5.2.2, as coordenadas de cromaticidade de cada cor devem estar dentro da região de cor correspondente especificada na tabela abaixo, como ilustrado na figura abaixo. O coeficiente de luminância para cada cor deve ser especificado na tabela.

Quando o substrato de material fosforescente, ou o material fosforescente onde a cor é impressa na superfície fosforescente, é ensaiado de acordo com 5.2.3, as coordenadas de cromaticidade de cada cor devem estar dentro da região de cor correspondente especificada na tabela, como ilustrado na figura. O coeficiente de luminância para cada cor deve ser especificado na tabela abaixo:

A relação entre a luminância mínima e a luminância máxima, dentro do branco ou da cor de segurança, deve ser superior a 1:5. Se a luminância do sinal de segurança for superior a 100 cd/m², a relação entre a luminância mínima e a máxima dentro da cor deve ser superior a 1:10. Na aplicação de sinais de segurança permanentes iluminados internamente nas condições normais de iluminação, convém que os valores mais altos de luminância dos sinais sejam apropriados ao ambiente luminoso para assegurar a legibilidade.

Os critérios para o contraste de luminância e a relação de luminâncias dentro de cada cor devem ser atendidos. Os requisitos desta Seção também se aplicam a sinais de segurança não permanentes iluminados internamente quando a fonte de luz integrada é alimentada. Todos os ensaios devem ser realizados em sinais acabados ou em amostras representativas, no que diz respeito à cor e ao estado da superfície, do material utilizado no sinal acabado.

O Anexo A indica as informações gerais sobre as medições das cores. As especificações de cor e a instrumentação fotométrica são indicadas no Anexo C. O sinal de segurança fosforescente deve ser precondicionado em um invólucro completamente escuro durante pelo menos 48 h. As amostras não podem ser retiradas do invólucro escuro imediatamente antes dos ensaios.

A temperatura ambiente durante o precondicionamento do sinal, a excitação e os ensaios colorimétrico e de luminância deve ser de (23 ± 2) °C. A umidade relativa deve ser (50 ± 10) %. Todos os ensaios devem ser realizados em uma sala/câmara cujo nível de luz ambiente é pelo menos uma ordem de grandeza inferior em relação à menor medição de luminância a ser realizada.

A excitação do sinal fosforescente deve ser realizada a partir de uma lâmpada fluorescente D65 do simulador de luz do dia em um ângulo de 45° em relação à superfície normal do sinal, para gerar 200 lx (± 2 %) medido na superfície/sobre o plano do sinal na posição do sinal da amostra de ensaio. A duração da excitação deve ser de 20 min. Nenhuma luz ambiente ou dispersa deve estar presente durante a excitação.

Um colorímetro que satisfaça à especificação indicada deve ser posicionado perpendicularmente à superfície do sinal. As dimensões da amostra de ensaio devem ser selecionadas de maneira a corresponder as dimensões do símbolo gráfico ou da forma geométrica básica a ser medida.

Após 20 min, com a lâmpada fluorescente D65 de simulador de luz do dia permanecendo ligada, as medições das coordenadas de cromaticidade e de luminância, Lp, devem ser realizadas em intervalos de 1 min durante 10 min. As coordenadas de cromaticidade x e y e a luminância (em cd/m²) devem ser registradas.

As medições devem ser realizadas em todas as cores de segurança e em todas as cores de contraste que compõem o sinal. A cor-objeto de um material comum é o resultado da absorção seletiva de luz incidente na superfície. A cor percebida depende da complexidade dos fatores, que inclui a distribuição espectral da luz incidente, o fator de radiância espectral da superfície e vários parâmetros visuais, como o estado de adaptação do observador e a cor das áreas circundantes.

No entanto, para definir a cor para fins práticos, é suficiente utilizar as coordenadas de cromaticidade do observador colorimétrico normalizado CIE 2° e o coeficiente de luminância. Essas grandezas dependem somente da distribuição espectral da luz incidente e do coeficiente de luminância espectral da superfície. Para os propósitos desta parte da NBR ISO 3864, os valores colorimétricos são calculados sob o iluminante CIE normalizado D65.

Ao considerar a cor comum de uma superfície, é habitual supor que a superfície corresponde a um difusor que reflete uniformemente. A luz refletida por uma superfície brilhante ou semibrilhante compreende algumas reflexões especulares que normalmente convém que seja excluída ao definir a cor, e a geometria de medição especificada seja aquela que excluirá essa reflexão.

As geometrias 45° a: 0° e de 0° a:45° representam a reciprocidade da luz, e a iluminação anular é escolhida uma vez que a luz refletida da superfície de vários materiais não é difusa de maneira uniforme. A geometria de referência é de 45° a: 0°.

Os materiais fosforescentes sob iluminação externa são os pigmentos que exibem fosforescência como resultado da absorção da energia das regiões de comprimento de onda mais curta do espectro visível e/ou na região ultravioleta, e armazenam energia, onde uma parte é novamente irradiada em comprimentos de ondas maiores, para finalmente emitir na região visível ao longo de um período de tempo. A cor resultante da excitação por uma fonte de luz externa é a cor dos pigmentos fosforescentes resultante da reflexão da radiação de excitação e da radiação de banda larga emitida pelos pigmentos fosforescentes ou pelos produtos sobrepostos a ela.

Normalmente, a luz refletida é muito mais intensa que a luz emitida. A cor-objeto depende de vários fatores, que incluem as características dos materiais fosforescentes e da composição espectral, do nível de iluminância e da duração da fonte de excitação. O ensaio implica que as medições sejam realizadas em uma condição de excitação de saturação.

O método de ensaio implica o uso de uma luz de uma lâmpada fluorescente D65 do simulador de luz do dia a 45° em relação a normal da superfície do sinal, para fornecer 200 lx (± 2 %) na superfície do material fosforescente durante 20 min. A medição é realizada por um colorímetro tricromático ou de um colorímetro espectral em uma direção perpendicular à superfície fosforescente.

O coeficiente de luminância pode ser determinado medindo um padrão de fator de reflexão do branco colocado na mesma posição de medição. Para a instrumentação de medição da cor, usar um colorímetro espectrofotométrico que deve ser fornecido de acordo com o CIE 15. Os valores colorimétricos devem ser calculados nas condições do observador padrão colorimétrico padrão CIE iluminante D65 e CIE 2°.

Geralmente, tanto a iluminação monocromática quanto a iluminação policromática em instrumentos de um monocromador podem ser utilizadas, mas, quando a luz refletida inclui uma fosforescência, deve ser usada uma iluminação policromática. Convém que neste caso, que a qualidade da luz iluminante seja superior ás categorias B (visível) e C (ultravioleta), quando ela é estimada pelo método CIE 51.2.

O instrumento deve ter as seguintes características: condição espectral: faixa de comprimentos de onda: 380 nm a 780 nm, pelo menos 400 nm a 700 nm; intervalo de amostragem de comprimento de onda: ≤ 20 nm; condição geométrica: condições de iluminação e de visualização: (45° a: 0°) ou (0°: 45°a); condição fotométrica: faixa de medição para Y: pelo menos 0 % a 100 %. Quanto à anomalia da visão das cores devido à ausência de um pigmento é chamada “dicromatismo”; isso é dividido em três tipos: protanopia, deuteranopia e tritanopia.

A protanopia é devido à ausência de pigmento dos cones vermelho, deuteranopia é devido à ausência de pigmento dos cones verde e a tritanopia é devido à ausência de pigmento dos cones azul. Um observador dicromatógrafo tem duas dessas três anomalias de visão das cores.

Se existir uma anormalidade em qualquer um dos três pigmentos cônicos, essa anormalidade é chamada de “tricromatismo anormal”. O grau de anomalia de visão das cores é igual ao do dicromatismo ou de vários graus em relação à normalidade. A frequência de ocorrência de anomalia de visão das cores é de aproximadamente 7% a 8% para homens europeus e de 4 % a 5 % para homens asiáticos; a maioria dessas anomalias de visão das cores é classificada como uma deuteranopia. Para as mulheres, tanto na Europa como na Ásia, a ocorrência é inferior a 1%.

FONTE: Equipe Target

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