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Conheça Colossus, o robô usado pelos bombeiros para combater o incêndio na Catedral de Notre-Dame

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O mundo parou para olhar com tristeza e um pouco de esperança o incêndio que tomou conta da catedral de Notre-Dame, em Paris, na tarde de segunda-feira, 15 de março, um dia após o Domingo de Ramos. Tristeza pelas fortes imagens de destruição de uma construção importante não apenas para os católicos, como para o mundo ocidental como um todo. E esperança por causa da torcida para que os danos fossem os menores possíveis, e os bombeiros, bem-sucedidos em sua missão de controlar o fogo.

As chamas levaram horas para serem domadas, começando às 18h50 no horário local (13h50 no horário de Brasília), com o incêndio declarado sob controle às 3h de terça-feira (22h em Brasília). Os bombeiros, aplaudidos pelos parisienses que assistiam de perto o trabalho, foram saudados como verdadeiros heróis. Eles contaram, no entanto, com uma ajuda que passará relativamente despercebida: um robô chamado Colossus.

Talvez a imagem mais dolorosa do incêndio desta segunda-feira tenha sido a queda da flecha da catedral, a torre mais alta do edifício, que chegava a 93 metros acima do solo. Logo que perceberam que isso estava para acontecer, os bombeiros que trabalhavam no interior da construção foram chamados para fora, dando lugar para o Colossus.

Fabricado pela Shark Robotics, empresa de La Rochelle, comuna francesa situada na região de Nova Aquitânia, o robô Colossus é um drone terrestre feito para encarar situações perigosas demais para os seres humanos, especialmente em casos de ameaça de deslizamento, vazamento de gás ou temperaturas muito elevadas.

O Colossus “permitiu apagar [parte do fogo] e abaixar a temperatura dentro da nave” da catedral, segundo Gabriel Plus, porta-voz dos bombeiros, em entrevista à agência de notícias AFP. Em uma declaração publicada pela rádio Europe1, Cyryl Kabbara, cofundador da Shark Robotics, afirmou que o robô, feito para ser totalmente modular, é capaz de realizar “diversas missões, como extinguir incêndios remotamente, evacuar pessoas machucadas, levar equipamentos ou conduzir trabalho de reconhecimento, usando suas ferramentas de inspeção de vídeo e sensores de gás”.

O Colossus, que pesa 500 kg, não conta com inteligência artificial para agir sozinho uma vez dentro de uma missão. Ele é comandado à distância pelos bombeiros. O robô de 1,60m tem um canhão d’água potente, capaz de disparar jatos fortes e até em formato de cone. Ele conta também com esteiras que possibilitam ao veículo subir escadas e deslizar sobre escombros. Capaz de levantar até duas toneladas, ele tem autonomia de oito horas.

Concebido com o auxílio dos bombeiros e sua expertise, o Colossus não foi o único equipamento tecnológico utilizado nos trabalhos de combate ao incêndio da catedral de Notre-Dame desta segunda-feira. Drones da DJI foram utilizados pelos bombeiros para visualizar como o fogo estava se espalhando dentro da estrutura, ajudando a determinar as posições em que as mangueiras disparando água seriam mais eficazes.

Tecnologia pode desempenhar papel na reconstrução

A resposta à destruição parcial da catedral de Notre-Dame foi quase imediata, o que não é surpresa, dada sua importância para Paris, para a França e também para o mundo ocidental.

Famílias bilionárias francesas, proprietárias ou sócias de importantes grupos como Kering, LVMH e L’Oréal, anunciaram a doação de € 600 milhões (mais de R$ 2,6 bilhões), enquanto a cidade de Paris e a região de Ile-de-France, que inclui Paris e seus arredores, destinarão € 50 milhões e € 10 milhões, respectivamente. E, para esse trabalho de restauração do que foi perdido, a tecnologia poderá ser, mais uma vez, importante.

Isso porque, em 2015, o agora falecido historiador da arquitetura Andrew Tallon liderou um projeto de mapeamento digital do interior e do exterior da catedral, gerando assim uma réplica digital exata da construção, que pode ser uma base essencial para os trabalhos dispendiosos daqui para a frente.

Famílias bilionárias francesas, proprietárias ou sócias de importantes grupos como Kering, LVMH e L’Oréal, anunciaram a doação de € 600 milhões (mais de R$ 2,6 bilhões), enquanto a cidade de Paris e a região de Ile-de-France, que inclui Paris e seus arredores, destinarão € 50 milhões e € 10 milhões, respectivamente. E, para esse trabalho de restauração do que foi perdido, a tecnologia poderá ser, mais uma vez, importante.

Isso porque, em 2015, o agora falecido historiador da arquitetura Andrew Tallon liderou um projeto de mapeamento digital do interior e do exterior da catedral, gerando assim uma réplica digital exata da construção, que pode ser uma base essencial para os trabalhos dispendiosos daqui para a frente.

Símbolo de uma das cidades mais importantes do mundo, a Catedral de Notre-Dame começou a ser construída em 1163 e levou 180 anos para ser concluída. Em seus mais de oito séculos de história, foi restaurada várias vezes, sendo palco também de inúmeros acontecimentos históricos, como a coroação de Napoleão em 1804, a festa pela libertação de Paris na Segunda Guerra Mundial, além de ponto de culto à razão após a Revolução Francesa.

[Europe1The Times]

 

https://gizmodo.uol.com.br/colossus-robo-bombeiro-incendio-catedral-notre-dame/

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