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A resistência ao fogo de portas de pavimento de elevadores

Equipe Target

NBR 16755 de 04/2019: a determinação da resistência ao fogo de portas de pavimento de elevadores
A NBR 16755 de 04/2019 – Requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores — Inspeções e ensaios — Determinação da resistência ao fogo de portas de pavimento de elevadores especifica o método de ensaio para determinação da resistência ao fogo de portas de pavimento de elevadores que podem ser expostas a um incêndio proveniente do pavimento. Esta norma é aplicável a todos os tipos de portas de pavimento de elevadores utilizadas como um meio de acesso aos elevadores em edifícios, que fornecem uma barreira para evitar a propagação do fogo por meio da caixa do elevador. Este ensaio permite a medição da integridade e, se requerido, a medição da radiação e do isolamento térmico.

Esta norma é uma norma tipo C, conforme a NBR ISO 12100. Quando os requisitos desta norma tipo C forem diferentes dos que são declarados em normas tipo A ou tipo B, os requisitos desta norma tipo C têm prioridade sobre os requisitos das outras normas de portas de pavimento de elevadores que foram projetadas e construídas de acordo com os requisitos desta norma tipo C. Identificou-se a necessidade de que as portas de pavimento de elevadores atuem como barreiras contra a transferência do fogo na edificação por meio da caixa do elevador.
Esta norma especifica um procedimento para esta finalidade. Segue o princípio geral da EN 1363-1 e, quando apropriado, o procedimento da EN 1634-1. Além disso, uma técnica de gás marcador é utilizada para estabelecer a integridade de uma porta de pavimento de elevador. As portas de pavimento de elevadores não estão incluídas no escopo da EN 1634-1.
A EN 1634-1 contém procedimento para a determinação da resistência ao fogo de portas que podem ser expostas a um incêndio, em ambos os lados, e que são requeridas para evitar a propagação de fogo de um lado para o outro na edificação. As portas de pavimento de elevadores representam um uso especial de portas, onde é esperado que a exposição ao fogo seja proveniente do lado do pavimento e onde o perigo existe somente após a entrada do fogo na caixa do elevador.
Esta porta geralmente não é projetada para possuir a mesma resistência à passagem de gases quentes que uma porta que separa espaços adjacentes no mesmo andar. O ensaio consiste em expor o lado do pavimento de uma porta de pavimento de elevador às condições de aquecimento especificadas na EN 1363-1, pelo período em que a porta deve ser avaliada quanto à sua resistência ao fogo.
Durante o ensaio, uma pressão positiva deve ser mantida em toda a altura da porta, da face exposta ao fogo, induzindo o vazamento de gases do forno de ensaio ao lado não exposto ao fogo. Uma coifa deve ser colocada na região superior do lado não exposto ao fogo para coletar os gases e um ventilador para retirá-los por um duto com sistema de medição do fluxo volumétrico (ver Anexo A).
A concentração de CO2, utilizado como um gás marcador, é medida no forno e no ponto de medição do fluxo de ar (duto) e pelo monitoramento da vazão do gás e sua temperatura, sendo possível calcular a taxa de vazamento de gases quentes pela porta destinada ao ensaio. O método fornece um registro do vazamento de gás em função do tempo que é corrigido para condições normais.
Isto fornece uma base para avaliar a capacidade da porta de atuar como uma barreira corta-fogo efetiva. A ISO 3008-2 tem o mesmo princípio de ensaio desta norma com base na medição de CO2. O forno de ensaio deve ser conforme descrito na EN 1363-1. A coifa deve ser conforme especificada no Anexo A. O sistema de medição da taxa de vazamento deve ser conforme especificado no Anexo A.
O forno de ensaio deve ser controlado para acompanhar a curva de aquecimento padrão (temperatura × tempo), conforme especificado na EN 1363-1. O forno deve manter uma pressão positiva no lado exposto ao fogo em toda a altura do corpo de prova, de modo que a pressão no nível da soleira esteja na faixa de (2 + 8,5 × Hsoleira) ± 2 Pa, onde Hsoleira é a distância vertical expressa em metros, entre o nível da soleira e o nível do piso do local de ensaio.
Em algumas aplicações, como elevadores de serviço ou elevadores de alimentos, o nível da soleira pode ser diferente do nível do piso do local de ensaio. O corpo de prova deve ser representativo do conjunto da porta de pavimento, com o qual pretende-se obter os resultados requeridos.
Um corpo de prova deve ser ensaiado com a exposição da elevação de temperatura padronizada do lado da porta voltado para o pavimento. Um segundo corpo de prova pode ser requerido, de acordo com 10.2, a fim de verificar a construção da porta.
O corpo de prova deve ser do tamanho usual ou do tamanho máximo que pode ser instalado no forno de ensaio. As dimensões usuais da abertura frontal do forno de ensaio são de 3 m × 3 m. A fim de expor uma largura mínima requerida de 200 mm de construção de apoio para um forno típico de 3 m × 3 m, a abertura na construção de apoio é restrita em 2,6 m × 2,8 m (largura × altura).
O corpo de prova deve ser instalado em uma construção de apoio com resistência adequada ao fogo, feita dentro do quadro de ensaio metálico, deixando uma abertura para sua instalação. As laterais e a região superior devem ter pelo menos 200 mm de largura de construção de apoio.
A fixação e o posicionamento entre o conjunto de porta e a construção de apoio, incluindo quaisquer materiais utilizados para a junção, devem ser conforme o procedimento de instalação. As folgas da porta de pavimento no início do ensaio devem corresponder ao máximo permitido para a colocação do elevador em serviço.
Em vista do campo de aplicação direta dos resultados do ensaio, as portas de pavimento de elevadores devem ser instaladas na construção de apoio padrão, conforme descrito no Anexo B. Em casos especiais, a construção de apoio pode ser do tipo com o qual a porta é destinada a ser utilizada na prática. Nestes casos, os resultados do ensaio são restritos a esta construção.
O corpo de prova, bem como a construção de apoio e quaisquer materiais de vedação utilizados, devem ser acondicionados de acordo com os requisitos das EN 1363-1 e EN 1634-1. Não são requeridos procedimentos especiais de acondicionamento quando o corpo de prova for construído principalmente de materiais não higroscópicos. O acondicionamento da construção de apoio pode não ser requerido, se for assegurado que não haverá efeito no comportamento do corpo de prova ou do sistema de fixação.
Quando a porta possuir materiais higroscópicos, amostras destes devem ser fornecidas para determinar o seu teor de umidade. Antes do ensaio, deve ser verificado se os detalhes construtivos, as medidas das folgas e a profundidade de penetração estão em conformidade com os desenhos de produção e montagem do conjunto. Também deve ser verificado que o corpo de prova esteja operacional.
Um memorial descritivo e desenhos detalhados do corpo de prova devem ser fornecidos pelo fabricante antes de sua instalação no laboratório, para permitir que o laboratório realize uma inspeção detalhada do corpo de prova antes do ensaio. A verificação do corpo de prova deve ser realizada de acordo com EN 1363-1.
Quando o método de construção da porta impedir uma inspeção detalhada do corpo de prova sem danificá-lo permanentemente ou se for considerado que subsequentemente será impossível avaliar os detalhes após o ensaio, então uma das duas opções abaixo deve ser solicitada pelo laboratório: acompanhamento na fabricação do conjunto de porta ou partes do conjunto de porta a serem submetidos ao ensaio; ou fornecimento de um conjunto adicional ou parte do conjunto (por exemplo, uma folha da porta) na quantidade necessária para a avaliação dimensional.
O laboratório deve escolher livremente qual o conjunto será submetido ao ensaio e qual será para a verificação da construção. As folgas entre os componentes móveis e as partes fixas do conjunto da porta devem ser medidas antes do ensaio. Medições suficientes devem ser realizadas para descrever adequadamente a natureza das aberturas e folgas, sendo necessário um mínimo de três medições ao longo de cada lateral ou borda.
As medições devem ser descritas com precisão de ± 0,5 mm. As Figuras 1 a 4 (disponíveis na norma)) mostram diferentes tipos de portas de pavimento de elevadores e a posição de medição das folgas. A profundidade de penetração e os dispositivos limitadores (safety guides) (se houver) devem ser medidos e registrados.
Para a marcação, a folha de porta ou o conjunto da estrutura da porta (batente, folhas, soleira e mecanismos) deve ser permanentemente identificado com uma plaqueta de dados fixada no lado não exposto ao fogo (lado da caixa do elevador), incluindo as seguintes informações: fabricante (nome e endereço ou marca comercial e endereço); modelo ou tipo de porta; número de série, se relevante, para identificar o produto; número de certificação do organismo certificador (caso requerido); referências do método de ensaio (normas) utilizadas; classificação de resistência ao fogo alcançada durante o ensaio (por exemplo, E60 para integridade de 60 min e isolamento térmico 0 min). A etiqueta de dados pode conter marcação ou informações relativas a outros ensaios onde a porta obteve sucesso, desde que estas informações sejam claramente separadas das informações acima, para evitar qualquer tipo de confusão.

FONTE: Equipe Target

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