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As redes de distribuição aérea com condutores nus

29/05/2019 – Equipe Target

As redes de distribuição aérea de energia elétrica com condutores nus

Em votação até 24 de junho de 2019, o projeto de revisão da NBR 15688 – Redes de distribuição aérea de energia elétrica com condutores nus (atualização de norma) nus especifica os requisitos para montagem das estruturas para redes de distribuição aérea com condutores nus de sistemas monofásicos e trifásicos de baixa e média tensão até 36,2 kV. Pode-se definir uma rede primária nua como uma rede de distribuição de média tensão que utiliza condutores nus e uma rede secundária nua é aquela rede de distribuição de baixa tensão que utiliza condutores nus, dispostos verticalmente.

A rede secundária isolada é uma rede de distribuição de baixa tensão que utiliza condutores multiplexados isolados e a tensão máxima do sistema U é o máximo valor de tensão de operação que ocorre sob condições normais de operação em qualquer tempo e em qualquer ponto do sistema. Para situações específicas não previstas nesta norma, como áreas com acentuada presença de substâncias corrosivas e poluidoras, necessidade da preservação do meio ambiente, para evitar fraudes e ligações clandestinas, permite-se adotar soluções próprias, desde que estejam de acordo com os requisitos da Seção 5.

Devido à diversidade de casos possíveis de acontecerem em uma construção e os desenhos das estruturas sendo básicos, o projeto deve eventualmente alterar ou complementar detalhes para atender a situações específicas, desde que obedecidos os critérios da Seção 5. O neutro é apresentado em linhas tracejadas nas estruturas primárias, não constando na lista de materiais as quantidades dos itens correspondentes à sua instalação. É possível a utilização alternativa do isolador tipo pilar em substituição ao isolador tipo pino, conforme as figuras abaixo.

Não constam na lista de material as quantidades correspondentes às amarrações e estruturas indicadas como alternativas. Na utilização de isolador tipo pilar, o pino para isolador deve ser substituído por pino autotravante para isolador tipo pilar, conforme a figura acima, e o pino de topo para isolador, por suporte e pino autotravante para isolador tipo pilar, conforme a figura acima. Para sistemas a duas fases, as estruturas são iguais às adotadas para sistemas trifásicos, sendo eliminada a fase central.

Nas estruturas N1 e N2, consecutivas, em vãos superiores a 80 m, deve ser alternada a posição do isolador da fase central em relação ao poste. Nas estruturas com encabeçamento do condutor neutro, recomenda-se: aterrar o neutro neste ponto, com exceção das áreas rurais, onde a configuração requer separação de aterramento de MT e BT; a critério da empresa, utilizar isolador tipo roldana, observando-se as suas limitações mecânicas.

A quantidade de arruelas, constante nas listas de materiais das estruturas desta norma, tem como objetivo evitar que a cabeça do parafuso ou porca entre em contato com o material não metálico. Em redes urbanas e núcleos urbanos localizados em áreas rurais, são considerados normais os vãos primários de até 80 m e os secundários de até 40 m. Em projetos especiais, admitem-se vãos secundários de até 80 m, alterando-se convenientemente o espaçamento normal da rede secundária.

Os estais de âncora não podem ser utilizados em redes urbanas. Para aterramento do estai, ver a NBR 16527. Recomenda-se que as cruzetas e/ou pino de topo nas estruturas U1, T1, N1, B1, M1 sejam instaladas do lado oposto ao sentido de tracionamento dos condutores.

As estruturas monofásicas permitem a transformação, quando necessária, para estrutura trifásica tipo T, sem desmontagem da estrutura original. Para esta condição, devem ser previstos afastamentos entre o condutor e o neutro maiores do que os estabelecidos como mínimos. Os circuitos duplos devem ser instalados em dois níveis, de acordo com os afastamentos mínimos previstos.

As figuras apresentadas nesta norma são ilustrativas em relação aos tipos de estruturas da rede de energia elétrica e representação dos materiais (postes, isoladores, iluminação pública, ferragens, etc.), que podem variar de acordo com a padronização da empresa, desde que respeitados os afastamentos mínimos recomendados. Qualquer trabalho em redes de distribuição de energia elétrica com condutores nus deve estar de acordo com os requisitos estabelecidos pela legislação vigente.

Quando não forem informados os afastamentos mínimos para 24,2 kV, devem ser adotados os definidos para 36,2 kV. Os afastamentos mínimos indicados nas figuras 14 a 19 não consideram a rede de telecomunicação, devendo neste caso estar de acordo com os afastamentos mínimos indicados na figura 9.

Os afastamentos mínimos, indicados nas tabelas 2 a 5 e nas figuras 9 a 19, podem ser aumentados convenientemente, dependendo das condições de operação e manutenção da rede. Não são permitidas construções civis sob as redes de distribuição. Em área rural, devem ser respeitados os valores da faixa de segurança, e na área urbana, devem ser atendidos os afastamentos mínimos previstos.

FONTE: Equipe Target

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