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Soldador consciente não aceita aspirar fumo de solda

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Por ser tão essencial na cadeia de fabricação de diversos produtos manufaturados, a atividade do soldador precisa da devida atenção por parte dos profissionais de segurança do trabalho. Os fumos de solda são partículas finas, oriundas do eletrodo e do material soldado, que se vaporizam e depois solidificam-se. A legislação brasileira pontua as orientações necessárias para que a integridade física dessas pessoas seja preservada.

As normas regulamentadoras NR-15 (proteção em atividades que são consideradas insalubres) e NR-9 (programa de prevenção de riscos ambientais) estabelecem as diretrizes dos limites de exposição ocupacional e, consequentemente, envolvem as substâncias químicas presentes no fumo de solda. Ao aspirar o fumo de solda, o trabalhador estará levando aos pulmões um material altamente tóxico, que age prejudicando o sistema respiratório e até o nervoso. Assim, informar aos empregados sobre os riscos dessa substância é a primeira medida preventiva na gestão de segurança dos soldadores. Em treinamentos, também, os soldadores precisam receber instruções quanto ao método de trabalho menos arriscado que inclui, ao soldar, ficar de costas para o vento quando em lugares abertos. Já em locais fechados, os sistemas de exaustão devem ser projetados para remover os fumos e gases na zona de respiração do trabalhador. A exaustão na fonte é o método mais eficiente para coletar e remover os fumos de solda, com sua captação mais próxima possível.

A solda nunca deve ser feita em locais confinados e, em muitas indústrias, o Programa de Proteção Respiratória deve ser implantado, que levará em conta o tipo e a frequência do processo de soldagem ao qual está exposto o trabalhador.

Um soldador que entende os riscos aos quais está exposto é também consequência de a empresa saber investir em treinamento, análises de riscos e em prevenção contra as doenças do trabalho.

 

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