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Operador de telemarketing precisa de atenção contra os riscos do trabalho

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Trato mal os operadores de telemarketing que me ligam para vender algum produto que não tenho nenhum interesse em comprar. Sei que não é uma atitude correta, mas como a maioria das pessoas, também não gosto de ser incomodada a todo o tempo, insistentemente.

Mas, neste blog, meu dever é escrever sobre os riscos ocupacionais nas mais diversas atividades. Por isso, hoje o post trata dessa profissão ingrata, pois os operadores de telemarketing estão muito expostos ao adoecimento. Primeiramente, há o dano psicológico, já que as empresas mantêm uma organização de trabalho extremamente coercitiva. Por exemplo, muitas centrais de atendimento utilizam um cronômetro para marcar o tempo que o funcionário leva quando vai ao banheiro fazer xixi. Outro constrangimento: os operadores submetem-se ao supervisor que faz ronda, ditando ordens em voz alta, e fazendo uma ‘patrulha’ visual. Cada palavra dita aos clientes é gravada para posterior avaliação, ou seja, para julgar se o trabalhador cumpriu com o script da empresa.

Apenas esses aspectos já mostram que a pressão psicológica é constante, podendo levar ao estresse e, consequentemente, à doença mental. E há os riscos físicos, como as doenças osteomusculares. Essas patologias são típicas do trabalho intenso e repetitivo, podendo resultar em inflamação dos tendões, nervos e ligamentos, de forma isolada ou associadamente, como ou sem degeneração de tecidos, que atinge não somente os membros superiores, como a região escapular e o pescoço.

Portanto, a prevenção é a melhor forma de combater essas doenças, que inclui a adoção de posturas e ritmos de trabalho menos intenso e desumano.

 

 

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