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US$ 7,2 milhões em prejuízo só no Brasil: cibersegurança requer investimento dos players

Fornecedores brasileiros do setor se antecipam a um cenário de crescimento das ameaças em segurança, criando soluções para proteção das redes e dados de ponta a ponta

Dino

07/06/2019 –

As empresas brasileiras sofreram prejuízos de, em média, US$ 7,2 milhões a cada ciberataque sofrido no ano passado. Isso em se tratando de setores dos mais variados – varejo, finanças, serviços, saúde e outros. A informação, levantada em pesquisa feita pelo Ponemon Institute junto a mais de 300 companhias de 11 países, indica o risco representado por falhas corporativas na área de segurança da informação.

Tanto que, conforme relatório apresentado no
World Economic Fórum de 2018, a cibersegurança deverá entrar na agenda de prioridades de todas as nações tanto quanto as mudanças climáticas. No que tange somente ao Brasil, a União Europeia indica que, a partir de 2020, o país entrará no rol dos mais susceptíveis aos riscos de informações compartilhadas na Internet, dentro do âmbito da Lei Geral da Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Enquanto isso, o patamar de vulnerabilidade cresce: o Relatório Global de Inteligência de Ameaças de 2019 mostra que, globalmente, o nível médio de maturidade das empresas privadas e públicas no campo da segurança de redes e dados fica em 1,45 – algo muito baixo, já que a escala vai de 0 a 5.

Na contramão, o índice de ameaças mundiais à cibersegurança cresceu 12,5% no ano passado, em relação a 2017, de acordo com o mesmo estudo.

Neste cenário, o foco no aumento da maturidade estratégica e de gestão da segurança cresce no radar de fornecedores brasileiros. Caso da NGXit, que recentemente expandiu sua divisão de segurança visando assessments personalizados e serviços gerenciados de alto nível.

A companhia também anunciou a criação de um SOC para centralizar a operação das empresas atendidas, tanto para o monitoramento dos ambientes, quanto para resposta a incidentes.

Considerada parte do desdobramento do planejamento estratégico NGX2020, desenvolvido desde 2018, a iniciativa vai focar médias e grandes empresas com o aumento da especialização das soluções para algumas verticais importantes como indústria, educação, finanças, varejo, serviços, entre outros segmentos.

“O foco será a oferta de serviços automatizados e escaláveis, através de excelência operacional, o que proporcionará aos clientes maior maturidade e aderência aos futuros padrões”, explica o diretor da NGXit, Luciano Schilling, Para essa complexa atuação, a estratégia é a ampliação entre 20% e 25% dos times de gestão e de operação dos serviços gerenciados de segurança.

O projeto é uma expansão de portfólio da NGXit, já bastante forte no segmento de segurança da informação e infraestrutura, com ofertas que compreenderão risk assessments em TI e SI, teste de intrusão, análise e gestão de vulnerabilidades e de conformidade.

Além disso, o diretor de Serviços da NGXit, William Bianchi Tavares, afirma que também entram na lista Managed Services de proteção para servidores, desktops e mobile, bem como segurança de redes e perímetro, além de visibilidade, correlação de logs, SOC e threat intelligence.

Tavares revela, ainda, que a segurança, que hoje corresponde a 22% do faturamento geral da NGXit, projetado em R$ 35 milhões para 2019, poderá chegar a 35% do total até 2020, em função da expansão da divisão e das novas ofertas. “Os atuais clientes da base terão prioridade no acesso aos novos serviços, além de condições facilitadas de adesão, o que poderá ocorrer através de um pequeno incremento no contrato atual”, completa o diretor.

Na ampliação da divisão de Segurança da NGXit, a gestão ficará com Schilling na atuação focada em parcerias já estabelecidas, bem como Tavares respondendo pelo projeto de expansão e busca de novas alianças e soluções para compor a estratégia.

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