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Hierarquia no Sesmt

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Entre as especulações sobre as mudanças das normas regulamentadoras (NR) no governo Bolsonaro está a NR 4, que criou o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

Quem trabalha com segurança do trabalho, com certeza, precisa referir-se ao Sesmt muitas vezes por mês. Se o Sesmt vai mudar ou acabar, dentro em breve, saberemos. Então, hoje, não vou fazer exercício de futurologia, mas abordar um aspecto que costuma levantar dúvidas nas empresas. A dimensão do serviço é dada tanto pelo risco da atividade principal da empresa quanto pelo total de empregados. E quem deve ser o chefe do serviço? O engenheiro, o médico ou o técnico de segurança? Primeiramente, não há lei que estabeleça a resposta à questão. A equipe do Sesmt usa do conhecimento de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho, responsabilizando-se pelo cumprimento das normas de segurança e saúde. Cada empresa decide seu organograma e chefias. Portanto, é melhor que o modelo esteja orientado na relação de poder, com atribuições e autoridades para tomar decisões. Por exemplo, deve ser alguém que entenda tecnicamente da gestão de SST, mas também que tenha autonomia para liberar investimentos no maquinário da empresa, com foco em sua segurança, assim como a compra de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores.

Ou seja, não basta saber especificar os EPIs, entender do riscado de segurança do trabalho, mas ter poder para autorizar sua aquisição.

 

www.segurancaocupacionales.com.br

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