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Empresas buscam soluções para adaptação às mudanças na legislação de transporte de resíduos

Em Minas Gerais, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Cepam) definiu uma nova regulamentação para este ano

Dino

A partir deste ano, as indústrias de Minas Gerais terão que se adaptar a uma nova regulamentação definida pelo Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Cepam). Foram determinados novos procedimentos para o controle da movimentação e da destinação de resíduos sólidos e rejeitos: agora, segundo a instrução, as movimentações devem ser cadastradas no recém-criado Sistema Estadual de Manifesto de Transporte de Resíduos (Sistema MTR-MG), plataforma disponível exclusivamente em meios digitais.

Com isso, informações referentes ao tipo de carga, ao gerador dos resíduos, à forma de tratamento e ao local de destino, que eram entregues ao Cepam de forma física, agora devem ser cadastradas digitalmente. Embora exija novas demandas do mercado em geral, a instrução normativa não vai surpreender as empresas que já contam com consultorias especializadas adaptadas à rotina de digitalização.

Segundo a gerente de gestão ambiental da Lafaete, Ester Silva Couto, um dos maiores desafios da empresa frente à novidade foi, em um primeiro momento, orientar os clientes. “Buscamos conscientizar as empresas clientes de que essa é uma mudança que traz ganhos e que proporciona uma maior segurança para todos os envolvidos”, conta Ester. “A partir de agora, as empresas terão mais controle sobre o destino dos resíduos e mais segurança em relação ao local que receberá esse material. Além disso, haverá uma fiscalização maior do processo”, explica a gerente.

Para conscientizar os clientes, a Lafaete promoveu um evento de esclarecimento das novas diretrizes. “Os clientes estavam preocupados sobre como fariam isso. Informamos as melhores formas de proceder e nos colocamos à disposição para assumir a função. Essa delegação evita um impacto muito negativo no sentido de demandar mudanças nos processos deles. Como já faz parte da nossa expertise, assumimos a tarefa, proporcionando comodidade e economia”, afirma Ester.

De acordo com ela, os clientes da Lafaete serão preservados de grandes impactos, uma vez que a empresa já preza, por padrão, pela digitalização de seus processos. “Essa é uma tarefa que já era exercida pela empresa. Nós vamos apenas complementar”, garante. “Temos investido constantemente em tecnologia, na melhoria dos processos e na qualificação de pessoal”, aponta.

Embora já tenha prática no processo de digitalização, a Lafaete está investindo em novas contratações e na aquisição de equipamentos para atender com eficácia os clientes. “Os investimentos serão direcionados principalmente para a integração dos nossos dados e para a transferência dessas informações para o site do governo”, explica Ester. “Haverá mais pessoas envolvidas a partir de agora. Na indústria em geral, certamente será um processo mais complexo e demorado que o atual.”

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