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Combate a incêndios ganha reforço com reservatórios de água de até 80 mil litros

Secretário de Meio Ambiente comemora êxito de parceria com a Caesb e alerta que os maiores causadores de incêndio no DF são queimas de lixo e de podas de árvores

AGÊNCIA BRASÍLIA *

O combate a incêndios florestais vai ganhar nova frente de atuação no Distrito Federal, com a instalação de reservatórios de água em Unidades de Conservação (UC) prioritárias para ações preventivas e de combate ao fogo. A iniciativa faz parte das ações do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif) do DF, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

Um reservatório com capacidade para 80 mil litros está em fase final de instalação na Floresta Nacional (Flona) de Brasília, ao lado da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Brasília. A medida vai representar economia de água potável e de combustível de aviação, além de independência em relação ao tráfego aéreo.

Outras duas caixas d’água, com capacidade para trinta mil litros cada, serão instaladas no Jardim Botânico e na Área Alfa da Marinha, na região da Área de Preservação Ambiental (APA) Gama-Cabeça de Veado. A previsão é de que até o início de 2020, dez UCs recebam os equipamentos doadas pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federa (Caesb), também responsável por sua instalação.

O secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, comemora o êxito da parceria com a Caesb e alerta que os maiores causadores de focos de incêndio no DF são as queimas de lixo e de podas de árvores. “Esse ano é perigoso. Por mais paradoxal que seja, quando chove temos mais material orgânico, portanto, combustível para ocorrências maiores. Nossa meta é diminuir a área de queimadas em 2019, em relação a outros anos”, afirma.

Eficácia

De acordo com o tenente-coronel Medeiros, comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (Gpram) do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a instalação dos reservatórios vai dar eficácia ao trabalho de bombeiros, brigadistas e voluntários.

“No caso da Flona, o reservatório foi instalado ao lado da pista de pouso e decolagem. Então, o nosso avião, que possui um tanque com capacidade para três mil litros de água, poderá ser abastecido com rapidez, evitando deslocamentos maiores para esse fim”, afirma.

Medeiros lembra que equipamentos como bombas costais e carros-pipa também poderão usar a água armazenada. “Como se trata de regiões remotas, e um dos melhores extintores para incêndios florestais é a água, a proximidade vai facilitar o trabalho e cansar menos o guerreiro que estiver em ação”, detalha.

Agente de suporte da Caesb, Valdeir Pereira da Silva explica que o sistema de abastecimento das caixas será feito por meio de caminhões-pipas ou de pontos próximos de onde possa ser retirada água bruta. “No caso da Flona, virá do ponto mais próximo, possivelmente de Brazlândia, distante cerca de 10 km; nos outros, de algum córrego ou rio, sem que a rede seja utilizada, o que vai representar economia de água potável. A medida vai ser muito boa para o Ppcif em geral”, resume. Valdeir destaca que, além da economia de água, haverá ganho de tempo, querosene e gasolina de aviação. “A capacidade operacional dos aviões será aumentada, e os incêndios, combatidos com mais eficiência e eficácia”, assegura

Emergência

O Governo do Distrito Federal (GDF) decretou estado de emergência ambiental em todo o território entre maio e novembro. A medida estabelece que os órgãos que integram o Ppcif adotem as práticas necessárias para prevenir e minimizar as ocorrências e os efeitos dos incêndios florestais.

O Corpo de Bombeiros realiza ainda, de março a novembro, a operação Verde Vivo, para enfrentamento de incêndio florestal, que prevê o aumento de recursos humanos e materiais no período.

Serviço:

Em caso de incêndio, ligar para:

162 (Ibram) – para denúncias de crime ambiental

193 – (Corpo de Bombeiros) – para combate a focos

 

*Com informações da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal

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