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Um Programa de Proteção Respiratória sem faz de conta

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Quem fuma assume o risco de ter uma grave doença no pulmão, não é mesmo? Agora, quem trabalha em ambientes com a presença de aerodispersoides, que são misturas de substâncias sólidas ou líquidas com o ar que se respira, como, por exemplo, poeira, vapores tóxicos ou elementos químicos, precisa é de proteção.
Há vários setores industriais em que essas substâncias podem levar os trabalhadores a desenvolver doenças no futuro. Por isso, em 1994, o então Ministério do Trabalho e Emprego instituiu a obrigatoriedade de as empresas com esses riscos implantarem o Programa de Proteção Respiratória (PPR).
Em ambientes ocupacionais onde seja necessário o uso de respirador pelo empregado, o PPR é um guia de medidas práticas a serem adotadas, que permite selecionar e usar corretamente os equipamentos de proteção respiratória.
Inicialmente, o setor de segurança do trabalho deverá analisar o local onde há os aerodispersoides. As ações devem envolver as regras e os responsáveis pelo programa, a avaliação dos riscos, a avaliação das condições físicas dos usuários, treinamento, seleção do respirador, ensaio de vedação, manutenção, entre outros.
Um ponto que requer uma atenção especial é quanto ao ensaio de vedação do equipamento respirador, para se avaliar qualitativa ou quantitativamente a capacidade de selagem adequada do modelo e tamanho ao rosto do usuário. Esse ensaio deve ser realizado em uma sala independente da área de risco. O objetivo do ensaio é estimar se não há falha na vedação.
O que não pode haver é vazamento do respirador, pois significa que o trabalhador estará usando um equipamento que não atenderá ao propósito pretendido.

 

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