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Internet das Coisas: o que o RH ganha com a tecnologia IoT?

O BNDES executou o estudo Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil para avaliar a demanda e oferta da tecnologia IoT no país. Como ela impacta diretamente a competitividade das empresas… e como o RH pode ser a força promotora da inovação?

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Com IoT, as pequenas tarefas rotineiras são realizadas pelos equipamentos. Apenas as atividades que realmente exigem análise crítica ficam para as pessoas.

Florianópolis/SC,05/08/2019 –

O Banco Nacional de Desenvolvimento — BNDES executou o estudo Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil. O objetivo estava em analisar a demanda e oferta desta tecnologia no país, em comparação com o resto do mundo.

Com essa análise, avaliou o impacto econômico positivo desta tecnologia… primeiro, ao aumentar a competitividade das empresas. Segundo, a responsabilização socioambiental quanto a geração de emprego e renda e na melhoria da qualidade de vida.

Dois grandes desdobramentos começam a surgir a partir daí:

Começam a surgir também, conversas sobre como regulamentar a tecnologia, possíveis usos e os mercados que a produzem. IoT representa a adequação tecnológica do Brasil ao mercado internacional.

IoT é abreviação para Internet of Things — internet das coisas, em bom português. É um protocolo (código) que permite que, pela primeira vez, equipamentos consigam agir sozinhos. O dispositivo é inteligente o suficiente para se comunicar com outros sem comando humano.

Assim como a automação permite que a eletromecânica e a computação substituam o ser humano em tarefas repetitivas, a IoT poupa as pessoas de captar dados manualmente.

O que isso tudo tem a ver com gestão de pessoas e RH?

Tudo, ao avaliar o Recursos Humanos como uma parte estratégica — mais do que isso, diferencial competitivo da empresa. É este o setor responsável por preparar os profissionais para integrar a tecnologia ao dia a dia.

Para isso, é preciso que o RH antes incorpore a IoT aos procedimentos e dia a dia. Contudo, esta não é uma novidade… os esforços do governo são novos, mas a Ahgora já disponibiliza essa tecnologia para o RH há quase dez anos, desde 2010.

Catracas de acesso, totens de estacionamento, relógio de ponto. Todos os equipamentos produzidos pela empresa utilizam a IoT para transmitir dados de ponto e acesso. É assim que os responsáveis por gerenciamento de pessoas conseguem acompanhar a presença dos colaboradores. Em vários locais e simultaneamente.

Tiago Peixoto, Product Owner na empresa, explica: “É uma tecnologia de base que permite a sincronização em tempo real.”. O impacto na velocidade de transmissão de dados é gritante. “Enquanto os concorrentes atualizam registros de um dia para o outro, o nosso tem média de 1 minuto”.

Assim, o RH consegue intervir imediatamente sempre que alguma coisa fora do padrão acontece. Que tal olhar, na prática, como a IoT pode ser aplicado?

Uso de IoT no controle de acesso

Com catracas e equipamentos IoT é possível liberar ou bloquear acesso de pessoas remotamente. Tal tecnologia é essencial para empresas que trabalham com informações sensíveis, por exemplo.

Uso de IoT na jornada de trabalho

As marcações de ponto são transmitidas para o RH em tempo real. Os registros ficam disponíveis para consulta imediatamente. De um lado, cada profissional consegue gerir o próprio banco de horas (inclusive horas extras e atestados). No outro, o RH fica livre de digitar o registro de ponto ou fazer a conferência manual de planilhas. Toda a coleta de dados passa a ser automática.

O que vem por aí

A principal tendência em gestão de pessoas é o RH data-driven, com o people analytics como carro-chefe. A coleta e tratamento de dados para evidenciar padrões de comportamento e empoderar a tomada de decisão é um diferencial competitivo.

Além do controle da gestão de ponto e jornada de trabalho habitual, já é possível cruzar esses dados com registro de atividades e gestão de custos. O melhor? Os dados brutos são compilados e convertidos em gráficos, mapas e outras visualizações intuitivas.

Como funcionam os equipamentos IoT?

Para além das aplicações da internet das coisas, vale olhar um pouco mais de perto para o que é IoT.

Na computação existem uma série de convenções que viabilizam a conexão e transferência de dados. Elas são chamadas de “protocolos”, que são traduções de linguagem de programação para que diferentes sistemas possam se comunicar entre si.

Além disso, quando um equipamento tem um protocolo IoT em funcionamento, os dados que são gerados por ele são enviados para o sistema de maneira proativa. A alternativa (sem IoT) é que a transferência de dados seja reativa.

Na prática, aumentam as chances de erro, extravio e falhas de atualização. Isso porque equipamentos sem IoT armazenam os dados, mas não os enviam para o RH.

No caso do controle de ponto, por exemplo, isso significa eficiência na apuração de informações, especialmente para empresas com mais de uma unidade. Se o relógio de ponto não for IoT, alguém do RH precisa ir até à localidade, conectar um pendrive e fazer o download dos dados.

Isso significa que os registros de entrada e saída dos funcionários têm de ser atualizados no sistema de RH manualmente. O Departamento de Pessoal perde a capacidade de prever quanto horas extras e atestados vão impactar o orçamento do mês. O fechamento da folha de pagamento também tende a demora mais.

Uma solução intermediária é usar sistemas pulling. Neste caso, o software de RH vasculha todos os equipamentos numa dada frequência. Mais uma vez, demora e tem maior chance de erros.

Na IoT, esse processo é muito mais rápido; de minuto a minuto, o equipamento se torna visível para o software como serviço de RH com computação nuvem. O próprio relógio eletrônico de ponto possui um computador interno. A comunicação é duas vias… ao contrário de quando o equipamento só pergunta, ou só responde.

 

  • A rede não fica sobrecarregada;
  • O download não demora uma eternidade;
  • Troca de mensagens duas vias, a baixo custo.

 

Somente a Ahgora possui hoje 8 mil equipamentos conectados via IoT. Com outras tecnologias, isso não seria tecnica nem financeiramente viável.

A verificação de status do equipamento é automática. A própria máquina envia diagnóstico de “falha” ou sinaliza a desconexão. São catracas, controladores de porta e relógios de ponto inteligentes. Como consequência, o supervisor pode agir remotamente com agilidade. A informação está disponível na internet assim que ela acontece. Vale ou não vale a pena?

Website: https://ahgora.com

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