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Percepção de risco envolve fatores humanos

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Em seu dia a dia, o profissional de segurança do trabalho deve levantar algumas questões importantes. Uma delas é a psicologia da percepção de risco por parte dos trabalhadores. Afinal, certos perigos parecem mais perigosos que outros, pois os fatores que afetam a percepção não estão apenas no campo racional. As pessoas costumam avaliar os riscos, misturando habilidades cognitivas, pesando as evidencias, usando o raciocínio e a lógica para chegar às conclusões.

Mas a percepção de risco pode estar atrelada às avaliações emocionais, intuição ou imaginação. Há fatores específicos que afetam a percepção de risco, como o excesso de confiança do trabalhador. Estar no controle das coisas também influencia a percepção que as pessoas têm do perigo. Por exemplo, um motorista profissional não enxerga risco quando dirige, mas se colocá-lo para pilotar um avião, ele ‘morrerá’ de medo, vendo um enorme risco.  Assim como os perigos da natureza são vistos de forma relativa, como não acreditar nos malefícios dos raios ultravioletas originados do sol, mas achar assustador eventos cataclísmicos capazes de matar muitas pessoas ao mesmo tempo, como os tsunamis ou terremotos.

Quando as ameaças são difíceis de entender, que evocam medos exagerados como de ser comido vivo, é possível despertar mais facilmente a percepção do risco. Os mais ‘familiares’ não causam tanto impactos quanto os incomuns. A psicologia da percepção de risco deve fazer parte das análises da gestão de segurança, uma vez que o fator humano é o principal motivo que contribui para os acidentes. Assim, os programas de segurança devem incluir a gestão dos riscos e perigos enfrentados pelos trabalhadores, pois são eles que têm autoridade para cuidar de sua segurança, o que implica em levá-los a querer identificar o risco em seu ambiente laboral e tarefa, registrando-o na empresa, como forma de estar comprometido com a prevenção de acidentes.

 

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