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Atropelamento por empilhadeira indica falha em prevenção

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Mortes por atropelamentos são sempre chocantes, com histórias que, muitas vezes, envolvem motoristas em carrões em alta velocidade, que terminam por causar o acidente e ceifar a vida de pessoas.  Agora, no ambiente de trabalho, um empregado ser atropelado por uma empilhadeira é algo não apenas para lamentar, mas para os responsáveis pela segurança ocupacional pensarem que as medidas de prevenção aos riscos não estão sendo tomadas adequadamente.

Pois é, na semana passada uma funcionária de uma empresa de contêineres, em Cubatão (SP), foi atropelada e morta por uma empilhadeira enquanto trabalhava. Evidentemente, este caso trata-se de acidente de trabalho, mais um para as estatísticas de 2019.  A empilhadeira era do tipo stacker, que pesa em torno de 70 toneladas, sendo utilizada para carregar contêineres. Segundo informações preliminares, a funcionária era conferente de pátio e chegou a subir na máquina para entregar a folha de instruções ao operador. Mas ao descer, teria se distraído, o condutor não viu e a atropelou. Após esse trágico relato, faço minhas considerações de prevenção, ainda que obviamente cada empresa que mantenha empilhadeiras precise realizar seu mapa de riscos e as medidas de proteção aos trabalhadores.

Aqui faço apenas observações breves. Para a proteção do operador, o cinto de segurança é obrigatório. As máquinas devem ter faróis, da frente e traseiro, para iluminar o sentido do deslocamento. É muito importante que a empilhadeira tenha um bom sistema de câmara, para oferecer uma visão nítida dos garfos e do entorno, dispensando a necessidade de o operador ter de se virar. Logicamente, o operador deve dispor de todos os equipamentos de proteção individual necessários. A buzina é outro item indispensável. Durante a operação, o trabalhador precisa respeitar o limite de carga da empilhadeira, dar preferência aos pedestres, manter o freio de mão desengatado, não transitar com os garfos levantados, entre outras medidas de segurança. Treinamento e reciclagem aos operadores também são necessários.

 

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