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Novos modelos ecológicos devem abrir espaço para valorização do desenvolvimento sustentável

A temática ambiental vem adquirindo desde a Conferência de Estocolmo (1972) uma aproximação com a temática do desenvolvimento. Os indicadores ambientais começaram a ser estudados no final da década de 80, em trabalhos pioneiros do Canadá e da Holanda, seguidos pelas propostas da OCDE.

Por Dino

A partir do Relatório Brundtland (1987) e, com maior intensidade, após a UNCED (1992), a noção de sustentabilidade ocupou espaço crescente nos debates sobre desenvolvimento. A expressão desenvolvimento sustentável foi consagrada após a RIO/92. “O discurso desenvolvimentista produzido por agências multilaterais, consultores técnicos e ideólogos do desenvolvimento, verificaram uma preocupação maior com o meio ambiente em seus projetos e na readequação dos processos decisórios”, informa Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

Em 1993, órgãos da ONU formaram um grupo de trabalho sobre a questão; em 1994 e 1995, conferências e seminários se sucederam organizados pelo Banco Mundial, pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, pelo Comitê Científico sobre Problemas Ambientais (SCOPE) e pela Comissão da ONU para o Desenvolvimento Sustentável (UNCSD).

Segundo Vininha F. Carvalho, muitas empresas mundiais de sucesso estão se orientando para o desenvolvimento sustentável, não apensas por causa do pensamento ecológico, mas porque estão começando a ser cobradas para buscar valores além do lucro imediato dissociado de qualquer responsabilidade para com seu ambiente.

No Brasil, as empresas estão começando a enxergar que podem obter retorno financeiro com o aproveitamento adequado dos seus resíduos industriais. Todas no caminho da construção de processos de produção mais limpos, com amplo reuso de água e, venda e manejo adequado de resíduos industriais.

Para que todos possam desenvolver novos papéis e de forma organizada, será preciso criar e institucionalizar mecanismos de captação e aplicação de recursos voltados para investimentos ecológicos. Como se trata de um mercado com referências ainda recentes, com poucos anos de gestação, é necessário priorizar a discussão a respeito da reformulação do sistema financeiro, que permita a democratização do acesso ao capital e não repita os erros do capitalismo selvagem.

Este novo sistema financeiro deve reconhecer que novos modelos ecológicos devem abrir espaço para valorização de ações, as mais locais possíveis, onde as populações se identifiquem com iniciativas de geração de renda local, associado à preservação de seu ambiente, tal como está preconizado na Agenda 21.

“As empresas necessitam demonstrar seu interesse em promover a responsabilidade compartilhada determinada na Política Nacional de Resíduos Sólidos, retornando os materiais utilizados para a cadeia de suprimentos. É fundamental unir, de forma consistente, os propósitos ambientais, sociais e econômicos”, conclui Vininha F. Carvalho.

Website: https://www.revistaecotour.news

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