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Especialista faz alerta sobre os riscos de acidentes domésticos

Eles representam o maior volume de atendimentos médicos realizados em unidades de saúde no Brasil.

Dino

Depois da morte do apresentador Augusto Liberato (Gugu), no dia 22 de novembro deste ano, devido à queda de uma altura de aproximadamente quatro metros dentro da própria casa, nos Estados Unidos, a atenção dos brasileiros ficou voltada para os riscos dos acidentes domésticos. E com razão, afinal, de acordo com o Ministério da Saúde, esse tipo de ocorrência decorrente de quedas (de escadas desprotegidas, janelas sem redes de proteção e até de camas inapropriadas) representa o maior volume dos atendimentos médicos realizados em unidades de saúde em todo o País. São mais de 38% dos casos.

As principais vítimas são crianças, com grande possibilidade de óbito. Em 2011, último dado disponibilizado pelo Ministério da Saúde, foram mais 3.739 casos atendidos que representaram a principal causa de morte de crianças entre 1 e 14 anos de idade. Outro grupo de risco são os idosos. Estima-se que cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos de idade caem pelo menos uma vez por ano. Depois dos 80 anos de idade, esse número pode dobrar.

O coordenador técnico da equipe de enfermagem da Phoenix Emergências Médicas, empresa que atua na área de urgência e emergência médica, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, alerta que, em casa, todo cuidado é pouco para evitar ocorrências. “Por estar no ambiente doméstico, as pessoas se tranquilizam, pois já conhecem o território. Esse relaxamento faz com que as medidas de segurança sejam esquecidas, e é nessa hora que os acidentes mais acontecem”, destaca Hebert Tobias.

O profissional explica que para evitar os acidentes são necessários alguns cuidados como, por exemplo:

– Evitar subir em escadas ou telhados sem estar devidamente protegido;
– Ao subir em telhados, confirmar se esses suportam o seu peso;
– Evitar adornos e tapetes na casa;
– Dar preferência por móveis de cantos arredondados e, se possível, evitar móveis com vidro;
– Dar devida atenção aos ambientes que ofereçam risco de queda. Instalar grades ou portões de proteção no topo e na base das escadas;
– Não deixar objetos espalhados ao longo das escadas;
– Manter corredores iluminados durante o dia e à noite;
– Optar pela instalação de piso antiderrapante;
– No caso específico dos idosos, considerar a necessidade de barras de apoio nos banheiros, e as camas devem ter altura ideal para a segurança. Atenção às boas condições de sapatos e chinelos.

“Se ocorrer algum acidente, é relevante que todos mantenham a calma, procedam com os primeiros socorros e imediatamente liguem para o serviço de emergência. No caso de quedas, por exemplo, tentar imobilizar a vítima até que o atendimento de urgência chegue ao local é o mais indicado. O atendimento rápido e profissional garante menor risco de agravamento do quadro e melhor recuperação do paciente”, sugere o profissional.

Website: http://www.phoenixsaude.com.br

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