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Quer trabalhar em cruzeiro marítimo? Cuidado, você pode ser um escravo branco do século XXI

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Trabalhar em navios de cruzeiros deve ser o máximo, não é? Sim, é muito cansativo atender e pajear os turistas, oferecendo-lhes toda a comodidade de instalações e gastronomia que enche o bucho dos comilões a bordo.  Mas há também boas gorjetas e contato com muita gente bonita e abastarda. Tem coisa melhor? Ora, ora, quem acredita em Papai Noel é criança, pois as condições de trabalho em cruzeiros marítimos são penosas, levando aos adoecimentos e até à morte.

Uma das questões de risco trata-se do excesso de jornada e, ainda por cima, as empresas não pagam o adicional noturno e a folga semanal. Ou seja, há imposição de condições de trabalho análogas à de escravo. Sob o aspecto mental, a ausência prolongada de casa pode levar o empregado ao isolamento do resto do mundo. Um risco muito propagado dos cruzeiros marítimos aos hóspedes, mas que também atinge o trabalhador é a intoxicação alimentar. Já tive um amigo que morreu dentro do navio, depois de comer camarão. O socorro não chegou a tempo de resgatá-lo. Então, trabalhar em cruzeiros requer muita prudência e pesquisa quanto à idoneidade do empregador.

 

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