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Poluição sonora deve ser tratada como um problema social

Dino

A pressão sonora pode gerar graves efeitos sobre a qualidade de vida. Tais efeitos podem ser classificados como diretos ou indiretos. “Entre os problemas diretos estão à redução auditiva, a falha de comunicação, a surdez e o incômodo; já entre os problemas indiretos estão os distúrbios clínicos, a insônia, o aumento da pressão arterial, a complicação estomacal, as fadigas físicas e mentais e a impotência sexual”, relata Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

A poluição sonora deve ser tratada como um problema social difuso e ambiental, que deve ser combatido pelo poder público com a adoção de políticas públicas de fiscalização, e a conscientização nas áreas com grande amplitude sonora.

A perda auditiva induzida por ruído é cumulativa. Qualquer dano à audição vai se somando ao longo do tempo. Os efeitos podem não ser sentidos de imediato e a percepção do problema auditivo pode vir tarde demais. “A exposição frequente ao barulho, desde a infância, pode levar, com o tempo, à perda permanente e irreversível da audição”, salienta Vininha F. Carvalho.

Especialistas da área são unânimes em afirmar que ruídos acima de 85 decibéis, constantes, podem causar alterações na estrutura interna do ouvido e perda de audição irreversível. Como efeito de comparação, uma condição normal alcança em torno de 60 decibéis.

A forma de propagação da poluição sonora é diferente dos demais tipos de poluição, pois não ocorre deslocamento permanente de moléculas ou transferência de matéria, mas de energia. Atualmente, são inúmeras as fontes de poluição sonora no cotidiano, a exemplo dos aeroportos, automóveis, bares, carros de som, casas de show, eletrodomésticos, manifestações públicas, máquinas industriais, templos religiosos, vendedores ambulantes, etc.

Devido à persistência no uso de fogos com estampido durante as comemorações de final de ano, o barulho produz sofrimento aos animais. Os pets possuem a audição bem mais aguçada que a dos humanos, e muitos costumam apresentar medo excessivo do barulho dos fogos. “Nessa época aumentam as ocorrências de animais que fogem assustados, se ferem ou até morrem por medo e estresse provocados pelo barulho”, enfatiza Vininha F. Carvalho.

De acordo com a Conselho Federal de Medicina Veterinária, já há comprovação científica dos danos irreversíveis para animais e seres humanos causados por artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso e, por isso, recomenda-se a utilização de fogos visuais, que trazem luzes e cores e não produzem efeitos sonoros acima do volume recomendado.

Website: https://www.revistaecotour.news

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