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O que são os cobots e quais são os seus impactos

Eles já impactam na realidade do mercado de trabalho.

Dino

Os robôs industriais, como conhecemos até hoje, são, em sua maioria, desenhados como substitutos de humanos.

Enquanto certos prognósticos insistem na teoria de futuro incerto e com falta de oportunidades de trabalho, os mais informados acreditam que continuarão a viver em um cenário volátil, ambíguo e complexo, mas, confiam que a criação de novos empregos irá superar – em quantidade e qualidade – as tarefas que serão automatizadas. Os cobots já estão aqui, exigem atenção e um novo modo de trabalho.

“Os robôs industriais, como são conhecidos até hoje, são, em sua maioria, desenhados como substitutos de humanos. São criados para trabalhar em zonas sem seres humanos ou em áreas muito restritas em que a maioria das pessoas não pode interagir com eles. A ideia é que este tipo de robôs estão limitados, de alguma maneira, a prevenir potenciais danos que poderiam ser causados a humanos que estivessem por perto”, explica Pablo Azorín, CTO y cofundador da BairesDev, empresa de desenvolvimento de software de maior crescimento da América Latina, que conta com o título de Top 1% de talento IT da região. E agrega: “Não é este o caso dos cobots, cujo nome vem dos robôs colaborativos e são, justamente, máquinas desenhadas para trabalhar em conjunto e de maneira próxima dos humanos. Compartem o mesmo espaço de trabalho, realizam suas tarefas perto das pessoas e, naturalmente, colaboram com os empregados. Isso quer dizer que os cobots são desenhados e construídos de um modo totalmente diferente dos robôs”.

Em relação ao desenvolvimento, ao invés de serem carregados com uma série de instruções com a ajuda de engenheiros de TI, os cobots são treinados de um modo particular: mostram a eles as tarefas que esperam que realizem. Desse modo, atuam “recordando” o treinamento e os acertos que tiveram, repetindo o processo uma outra vez. “Cada vez que faz isso, um cobot aprende novas maneiras de otimizar o processo e conseguir melhores resultados”, explica o CTO da BairesDev, para quem todos esses desenvolvimentos não podem ser vistos como substitutos dos humanos, a não ser que, do contrário, ajudem a aumentar a eficiência de pessoas assim como suas capacidades.

O trabalho dos humanos deve ser reformulado

A tecnologia, com a Inteligência Artificial, o Machine Learning e o Big Data, vai adquirindo rotinas operacionais. Muitas empresas estão desenvolvendo processos de recapacitação dos seus colaboradores para que possam assumir novas responsabilidades. Assim, quem até aqui recarregava os dados, por exemplo, hoje pode ser quem programe o bot que se ocupará disso de agora em diante. Isso abre a porta para novos desafios: que tipo de tarefas os humanos farão?

Alguns dos novos trabalhos que se vislumbram são higienizadores de dados, modelador de interações, analista forense de algoritmos, investigadores impulsionados por a IA, desenhadores de contextos, agentes remotos etc. Além disso, as pessoas continuarão a ter tarefas que, por agora, são indiscutivelmente indelegáveis: liderar, improvisar, criar e julgar. É por isso que as habilidades brandas são mais buscadas e os seletores coincidem em afirmar que, também, são as mais difíceis de encontrar, sobretudo, na comunicação.

Entretanto, o novo contexto exigirá ir além das habilidades que tanto se fala. Será necessário cultivar uma mentalidade de crescimento para poder desenvolver-se, pois, no futuro, será imprescindível criar e resolver (os humanos irão direcionar os robôs sobre como devem fazer suas tarefas) e construir conhecimento de tecnologia.

Para o porta-voz da BairesDev, não é nada impossível ver a um cobot servindo um restaurante ou, inclusive, vendendo roupas numa loja de roupas. “Há muitos exemplos para acreditar que isso possa acontecer. Basta ver o que a Amazon está fazendo em seus centros tecnológicos, onde os cobots estão assentindo os empregados despachar produtos”, explica o cofundador da BairesDev, que recebe mais de 240 mil solicitações de empregos/ano. “Por tudo isso é necessário estar atentos ao desenvolvimento de cobots, já que há muitas chances de terminar trabalhando com um deles no futuro, sem importar que indústria seja, à medida que a mão de obra se reduz e os custos aumentam, eles podem ser a resposta que as empresas estão buscando”, finaliza o porta-voz da empresa que, em 2019, ingressou no Top Ten de empresas de maior crescimento do Vale do Silício, entre outros reconhecimentos.

Website: http://www.bairesdev.com/

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