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Maior acidente laboral do País completou um ano

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Em 25 de janeiro, o rompimento da barragem na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), da mineradora Vale, que deixou 270 vítimas entre mortos e desaparecidos, completou um ano. A grande imprensa noticiou e continua abordando o fato sob o ângulo da tragédia ambiental e de perdas de vidas humanas. Aqui, por razões óbvias, um ano depois do ocorrido, registro o sinistro sob a perspectiva de acidente de trabalho. Afinal, o do Córrego do Feijão pode ser considerado o maior já registrado no País.

No momento do almoço, centenas de empregados da Vale estavam no refeitório, quando a lama descontrolada, como uma avalanche, os atingiu sem chance de defesa. Punição exemplar aos responsáveis, pois a negligência com a segurança contra os riscos ambientais vem ficando evidente a cada etapa da investigação, já que a tragédia poderia ter sido evitada, nada ainda, não é mesmo? Até agora os responsáveis pelas investigações já descobriram que as declarações sobre as condições de estabilidade, que estava em situação inaceitável de segurança, foram falsas, e a defesa dos réus no processo continua impedindo que a justiça seja feita.

A grande verdade é que a gestão de riscos ambientais de um gigante como a Vale, falhou. É claro que nenhum gestor de segurança desejava deliberadamente que a tragédia ocorresse. Mas a desatenção sinistra precisa ser punida com rigor, pois só assim esse infortúnio laboral servirá de exemplo às demais empresas, especialmente as com grau de risco elevado, que fazem a gestão de SST burocraticamente.

 

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