Emily SobralIncêndios

Espuma que não pega fogo é a que deveria haver na boate Kiss. Ainda haverá

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61
Espuma de isolamento acústico inflamável: uma das causas da tragédia
A espuma isolante de som utilizada na boate Kiss, no incêndio de Santa Maria, ocorrido há exatos sete anos, desencadeou a tragédia, que poderia não ter sido tão devastadora se ações preventivas, de pessoas responsáveis, tivessem sido tomadas.
Espuma de baixa qualidade e improvisada, ao queimar, liberou cianeto, matando 242 pessoas. Os familiares ainda hoje lutam por justiça e punição aos responsáveis. Mas, infelizmente, estamos no Brasil, com uma justiça lerda e que protege criminosos. Como não estou neste blog apenas para contar desgraças, vou repercutir uma boa notícia relacionada à espuma, item que pode ser menos inflamável.
Pois é, a ciência feita por estudiosos bem-intencionados pode salvar a humanidade. É o caso de André Luiz Missio, pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, cidade onde ocorreu o incêndio, está desenvolvendo uma pesquisa que fornece uma alternativa natural de isolamentos termoacústicos. No estudo, foi descoberto que ao cozinhar a casca da árvore acácia negra, encontra-se um pó chamado tanino, material utilizado para curtir couro. Por meio de reação química, o tanino cresce, modificando-se em uma espuma. Por ser um processo orgânico, diferente do tipo poliuretano de espuma, de origem do petróleo, mesmo em contato direto com fogo e altas temperaturas, a espuma estudada se auto extingue.
Missio precisa ampliar seu grupo de pesquisa e de investimentos, para chegar em um produto final de qualidade.
Sem dúvida, é uma iniciativa promissora e em prol da vida sustentável.

 

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