IncêndiosMercado e Tecnologia

Prevenção, combate e informação são ferramentas contra incêndios florestais

Tecnologias e programas estaduais auxiliam na redução dos índices estaduais

Por Giovana Massetto

O ano de 2019 e o início de 2020 foram marcados pelos incêndios florestais em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Mas por que eles ocorrem? Quais ações o setor de florestas plantadas pode tomar para se prevenir e minimizar o problema?

Primeiramente, é necessário compreender que a maior parte dos focos de incêndios são criminosos ou ocorrem por falta de conhecimento dos riscos. “É comum moradores das propriedades rurais rastelarem seus lixos e atearem fogo, o vento leva a fuligem para as pastagens, quando a umidade está muito baixa, o fogo sai do controle”, explica Dito Mario, diretor-executivo da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore/MS).

Os fatores climáticos também são relevantes, no Brasil, de maneira geral, os meses de inverno são mais secos e entre os meses de julho e setembro, o volume de precipitação e umidade relativa do ar são mais baixos, o que aumenta a incidência de incêndios.

Tecnologia na prevenção

Empresas que contam com as florestas plantadas como matéria-prima para seus produtos, trabalham constantemente com a detecção e prevenção de incêndios e ano a ano, as técnicas e tecnologias vem sendo aprimoradas para se evitar as queimadas. De forma geral, quatro métodos têm sido utilizados pelas empresas: sistemas baseados em informações de satélite; sistemas baseados em sensoriamento remoto no qual sensores terrestres fazem a detecção de calor, ruídos e técnicas específicas para identificar o fogo; tecnologias com infravermelho, espectrômetro, radar e Lidar (sigla para sensoriamento remoto a laser); e sistemas baseados em vídeo. Saiba mais, na reportagem exclusiva do Floresta S.A.

 

Conscientização

 A conscientização das equipes e da população é essencial para que haja o controle. Um exemplo é a Campanha de Prevenção de Incêndios, realizada há 8 anos pela Reflore/MS. “Temos atuado forte na educação com palestras nas escolas rurais e urbanas, levando conhecimento para que os alunos sejam os grandes responsáveis para a transferência do conhecimento. Temos também alguns outdoors nas estradas, realizamos uma blitz educativa no dia do meio ambiente, divulgamos spots em rádio falando do tema, organizamos um treinamento anual com o Corpo de Bombeiros e o Senar para capacitação de colaboradores de nossas empresas associadas e temos um grupo de WhatsApp com muitos usuários que informam quando identificam um foco de incêndio”, detalha Dito Mario.

De acordo com a Reflore/MS, o trabalho desenvolvido tem trazido resultados positivos, entre os anos de 2017 e 2018 houve a redução de 68% nos focos de incêndios. “Em 2017 foram 7.446 focos, já em 2018 reduzimos para 2.380”, comemora o diretor executivo da entidade. Hoje a área plantada de eucalipto em Mato Grosso é de aproximadamente 1,1 milhão de hectares.

Já na Bahia, a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), não tem registado eventos significativos nos últimos 4 ou 5 anos. “Acreditamos que isso se dá ao trabalho feito em parceria com a Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros das regiões. As empresas oferecem treinamento constante para seus colaboradores e comunidades no entorno de suas operações florestais. Além disso, mantêm brigadas de incêndio treinadas que atendem – em caso de ocorrências – as empresas e as comunidades”, justifica o Wilson Andrade, diretor executivo da Abaf.

Desde 2016, a associação conta também com o Programa Ambiente Florestal Sustentável (Pafs) lançado em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária (Adab). “Para o seu sucesso foi elaborado um amplo programa de comunicação e montada uma estrutura formada por veículos, equipamentos audiovisuais, campanha publicitária e material informativo. Após intenso trabalho, desde sua criação até dezembro de 2019, o Pafs já percorreu mais de 286 mil quilômetros; realizou 266 treinamentos em 225 comunidades; instruiu e orientou cerca de 12 mil produtores rurais de frutas, eucalipto, café, entre outras culturas, da região e estudantes”, detalha Andrade.

 

https://blogs.canalrural.com.br/florestasa/2020/02/04/prevencao-combate-informacao-incendios-florestais/

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