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Como a Síndrome de Burnout está afastando as pessoas do trabalho (e como prevenir)

A Síndrome de Burnout é reconhecida pela OMS e está afastando os trabalhadores de suas tarefas.

As doenças de trabalho estão se tornando mais comuns e ganhando divulgação, entre elas está a Síndrome de Burnout.

Por ser uma doença psicológica, em alguns casos demora para ser notada. Como resultado se tem um alto nível de estresse, esgotamento emocional e o afastamento do trabalho.

A situação tem se tornando cada vez mais comum. Em 2018, houve um crescimento de 114,8% dos casos de afastamento se comparado ao ano anterior, apenas no Brasil.

O problema não ocorre apenas no país, a Síndrome de Burnout tem atingido pessoas de todo o mundo, por conta disso a OMS já incluiu a doença na lista da Classificação Internacional de Doenças (CID) e ele deverá vigorar a partir de 2022.

Além de ser reconhecida, os trabalhadores que sofrem com a doença precisam saber sobre seus direitos.

Quando o trabalhador percebe os sintomas da Síndrome de Burnout, dentre eles exaustão, dores musculares, dores de cabeça, náuseas, negatividade e redução da produtividade, precisa buscar ajuda médica.

O profissional precisará buscar ajuda médica para detectar a doença e ter um atestado sobre ela. Quem possui bom plano de saúde pode recorrer a um profissional do convênio.

Dependendo da análise médica será recomendado o afastamento. Nesse caso, qualquer pessoa está elegível para essa situação.

No caso da licença inferior a 15 dias será necessário apresentar o atestado médico e o profissional continuará recebendo seu salário pago pela empresa. Em períodos superiores, ocorrerá o afastamento pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Para continuar recebendo o funcionário deverá passar por uma perícia no instituto e entrar com um pedido de auxílio-doença acidentário.

O período de afastamento será determinado pelos profissionais de saúde e o retorno ao trabalho deverá ocorrer somente após a recuperação.

Ao retornar ao trabalho, o funcionário terá estabilidade por um período de um ano, ou seja, durante esse tempo não poderá ser demitido.

No caso de desligamento do colaborador por parte da empresa, ele pode entrar com uma ação trabalhista, o que normalmente resulta na reintegração do funcionário.

Como prevenir a Síndrome de Burnout

A fim de evitar o afastamento do trabalhador por doenças ocupacionais, como a Síndrome de Burnout, devem ser adotadas medidas preventivas.

A empresa deve adotar medidas preventivas que ajudem a cuidar da saúde dos trabalhadores, entre eles proporcionar um bom ambiente de trabalho, promover ações educativas e disponibilizar um bom plano de saúde empresarial.

Cabe a organização garantir um ambiente de trabalho menos estressante e isso envolve se atentar as metas cobradas e a forma como isso será feito.

Paralelamente, pode-se promover o reconhecimento profissional com premiações e plano de carreira.

Ao funcionário cabe reconhecer quando está sobrecarregado e apresentando os primeiros sintomas para que possa se afastar de algumas tarefas e evitar o agravamento do quadro.

Apesar de todos os cuidados, a Síndrome de Burnout está atingindo com mais frequência os colaboradores, portanto, cabe aos profissionais conhecer os seus direitos e fazer uso deles para não ter consequências mais sérias com a saúde.

Fontes: https://www.planodesaude.net/recuperar-sindrome-da-estafa-ou-burnout/

https://www.jornaldoestadoms.com/2019/11/como-as-empresas-podem-prevenir.html

Por Jeniffer Elaina, da Smartia Seguros

 

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