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Self storages: uma alternativa para melhorar as operações logísticas dos e-commerce

O mercado de e-commerce vem crescendo de vento em popa. Mesmo frente a dificuldades ainda presentes no cenário econômico, este segmento permanece como um dos que têm melhores perspectivas para os próximos anos. Segundo estudo publicado por Euromonitor e PayPal, em 2020 esse mercado deve atingir um valor próximo aos US$ 28 bilhões no Brasil.

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O impacto causado pela transformação digital e o novo modelo de consumo advindo dessa mudança de paradigmas é um dos grandes responsáveis por essa expectativa, uma vez que os consumidores adotaram uma nova forma de viver nas cidades – e isso inclui seus hábitos de consumo. Outro estudo, publicado no 1º semestre do ano passado pela NZN Intelligence, confirma isso ao revelar que 74% dos consumidores brasileiros compram online ao invés de em lojas físicas. Entre as principais vantagens da modalidade, a pesquisa aponta os preços mais competitivos e a comodidade na compra e na entrega do produto.

Em contrapartida, o mercado de e-commerces tem suas dores de crescimento, sendo a maior delas aquela relacionada a seus processos logísticos. Uma leitura macro (que extrapola o segmento de e-commerces) publicada pela Fundação Dom Cabral mostra que as companhias gastaram, em média, 12,37% do seu faturamento bruto com custos logísticos no Brasil nos últimos três anos.

Outro estudo publicado há alguns meses pelo Instituto de Pesquisas da Capgemini ressalta que o investimento do setor varejista na última milha é primordial para descobrir novas formas de receita com as entregas. O relatório, que é global, constatou que 97% das organizações acreditam que os atuais modelos de entrega aplicados na última milha não são sustentáveis para implementação em larga escala em todos os locais, e ainda apontou que os custos com o frete grátis não poderão ser mantidos, a menos que os gastos sejam reduzidos por meio de automação. É um dado preocupante para o mercado de varejo, pois mostra que ou os varejistas inovam em seus modelos de entrega ou perderão mercado para quem fizer isso.

Enquanto há empresas investindo na ampliação de depósitos e centros de distribuição, na estocagem de um número maior de produtos, na contratação de pessoal, na contratação de terceiros que as ajudem a dar conta da vazão de encomendas previstas para o período, há outras que precisam considerar outras alternativas para manter o negócio rentável. O ponto é: como inovar? Como ser disruptivo com boa relação custo-benefício?

Uma saída que vem se revelando uma alternativa interessante principalmente para operações de e-commerce é usar self storages como apoio logístico na última milha das entregas, como minicentros de distribuição ou como postos avançados.

Segundo Thiago Cordeiro, CEO da GoodStorage, empresa líder do setor de armazenamento urbano, atualmente 30% de seus usuários são empresas que usam os boxes como parte operacional de seus negócios. “A grande vantagem que temos em relação a um aluguel comum é a flexibilidade. Os usuários, sejam eles pessoas físicas ou empresas, têm total liberdade para aumentar ou reduzir seus espaços locados de acordo com a necessidade de uso. Isso vem se mostrando especialmente relevante para empresas de e-commerce, que têm picos sazonais de vendas e para as quais não vale a pena arcar com o custo de um espaço fixo muito grande mesmo quando ele não é necessário, o que ocorre muito com empresas de fortes picos de vendas sazonais”, diz o executivo. “Falamos de um novo e importante passo rumo à economia colaborativa e à melhora da mobilidade urbana”, ressalta.

As vantagens que a solução proporciona aos negócios são várias, mas vale destacar as cinco abaixo:

Menos investimento, mais sustentabilidade

O Índice FipeZap de 2019 mostra que o metro quadrado comercial em São Paulo é, hoje, um dos mais caros do País. Ao embutir nesses altos preços a exigência por contratos de 36 meses, apresentação de fiador ou contratação de seguro-fiança, os R$ 70 reais médios de custo por m2 em unidades de self storage pagas por mês, com flexibilidade para redução ou aumento do espaço locado a qualquer momento tornam a operação do e-commerce mais sustentável e adequada à nova economia.

Capilaridade

Atualmente pode-se encontrar self storages em diversas regiões de São Paulo, inclusive em bairros nobres, o que colabora fortemente com a redução dos custos da última milha e com a melhora da mobilidade urbana, uma vez que é possível posicionar o estoque praticamente ao lado da casa do cliente.

O fim do espaço ocioso

Para manterem-se em crescimento, competitivas e lucrativas, as empresas precisam operar com custos controlados e enxutos a fim de evitar ao máximo o desperdício – e esses fatores estão diretamente relacionados ao espaço físico que elas ocupam.

Quando buscam por um local de armazenamento, os empresários costumam enfrentar algumas dificuldades. Por exemplo, galpões e armazéns tradicionais na maioria das vezes são do tipo “one size fits all”, ou seja, apresentam metragem única. Logo, independente do negócio do contratante, não é possível locar somente o espaço que será de fato utilizado, o que ocasiona a formação de um espaço ocioso. Para varejistas, que trabalham com base em sazonalidade de vendas e, consequentemente de estoque, o ideal é poder aumentar e diminuir o espaço de armazenagem conforme a necessidade. Isso é possível com a adoção do self storage, cuja metragem dos boxes definida no contrato pode ser reajustada a qualquer momento.

Ideal para e-commerces e lojas físicas em expansão

Empresários donos de lojas e comércios físicos, que normalmente ficam localizados em locais onde o metro quadrado é extremamente caro – shoppings, grandes avenidas etc. – não podem destinar muito do espaço próprio para estoque. Quando isso acontece, o acúmulo de objetos gera desorganização e invalida a otimização dos espaços com estruturas que poderiam gerar mais negócio, como ampliação das vitrines, provadores, aumento dos balcões de atendimento, escritório interno etc.

Um box privativo contratado em uma unidade de self storage pode servir como uma extensão da própria loja. O estoque local fica organizado, o espaço próprio ganha mais m2 e os lojistas podem repor as mercadorias conforme a saída delas, com um controle melhor do estoque.

Mais segurança, menos preocupação

Somente pessoas autorizadas em contrato recebem um código particular de acesso para abertura dos portões e porta de acesso aos boxes. O box fica fechado com cadeado, e a chave fica com o contratante. As unidades de self storage são monitoradas 24 horas por dia.

Além disso, a contratação de seguro para o conteúdo do box é obrigatória. Quem contrata a locação do espaço pode utilizar seu próprio seguro caso já possua, basta apresentar a apólice para aprovação.

Website: http://www.goodstorage.com.br

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