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Conferência amanhã conta como foi a luta antiamianto

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O amianto, uma fibra mineral que tem propriedades de resistência a altas temperaturas, boa qualidade isolante, flexibilidade, durabilidade e incombustibilidade, pode causar doenças gravíssimas mesmo anos após inalação e, por isso mesmo, foi banido em mais de 64 países, incluindo o Brasil.

Porém, para que o banimento ocorresse no País, muitas lutas ocorreram e até o Supremo Tribunal Federal foi chamado a decidir sobre o impasse jurídico que se arrastava entre fabricantes, que utilizavam o amianto como insumo, e trabalhadores que adoeceram pela fibra maldita.  Como no Brasil há uma infeliz cultura que resiste em se cumprir leis, a luta antiamianto perdura, e todos os envolvidos continuam vigilantes contra o desrespeito ao banimento.

Nesse contexto, ocorrerá amanhã, em São Paulo, a conferência Desafios Atuais para os Movimentos Sociais em Defesa da Saúde dos Trabalhadores: o Caso da Luta Antiamianto. A conferência será ministrada por Fernanda Giannasi que falará sobre os principais obstáculos dos que defendem a saúde e o meio ambiente, tendo como referência a mobilização contra o amianto. Fernanda foi Auditora Fiscal do Trabalho por 30 anos e fundadora da Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto). Segundo o moderador do evento, René Mendes, “a luta da Abrea até o banimento da produção e comercialização do produto decretado pelo Supremo Tribunal Federal, bem como os recentes retrocessos e artimanhas para burlar o banimento, trazem lições preciosas para nossa sociedade e para os movimentos sociais”.

Onde acontecerá
11 de março – 14 horas
Local: Sala Alfredo Bosi do Instituto de Ensino Avançado da Universidade de São Paulo (Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo)

www.segurancaocupacionales.com.br

 

 

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