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Microplásticos no oceano: a ameaça quase invisível

Falar de uma vida sem plástico é praticamente impossível de imaginar. Afinal, ele está presente em praticamente tudo o que usamos. A questão é que desde que foi sintetizado pela primeira vez, em 1869, e passou a ser utilizado em grande escala na indústria durante o século XX, o plástico passou de material útil para um dos principais vilões quando o assunto é sustentabilidade.

DINO

Ao ser descartado incorretamente, ele se desmancha em pequenas partículas que resultam em microplásticos — fragmentos plásticos com dimensões que pode variar de grãos microscópicos a 5 milímetros de diâmetro.

Tais microplásticos acabam indo parar em rios e mares, poluindo as águas e contaminando ecossistemas inteiros. E as previsões deste problema são graves: a estimativa é que em 2050 os oceanos conterão mais plástico que peixes em peso. Isso porque, todos os anos, 13 milhões de toneladas de plástico vazam em nossos oceanos segundo o Programa Ambiental da ONU. Esse material em contato com a água pode levar até 1.000 anos para se decompor.

Para efeito de comparação, uma garrafinha de água no mar, por exemplo, vai se desfragmentando continuamente e liberando partículas cada vez menores. Essas, por sua vez, acabam sendo consumidas e fazendo parte da alimentação de peixes e outras espécies marinhas. Quando consumimos esses animais, também ingerimos microplásticos. Ou seja, toda a teia alimentar é contaminada, inclusive nós humanos.

Mas a poluição causada pelo plástico vai muito além do óbvio como canudo, garrafa e sacolas plásticas. Isso porque os microplásticos também estão presentes em uma série de produtos de beleza que usamos no dia a dia.

Segundo um estudo desenvolvido pela Fundação North Sea, em parceria com outras instituições, o microplástico está presente na fórmula de produtos como esfoliantes, shampoos, sabonetes e pastas de dente. Neles encontramos polietileno (PE), polipropileno (PP), politereftalato de etileno (PET) e até nylon.

Outro levantamento feito pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apontou que alguns produtos de beleza têm tantos microplásticos que, ao final de usá-los, o consumidor pode ter derramado pelo ralo uma quantidade equivalente de plástico àquela utilizada na fabricação da embalagem.

Nesse sentido, os esfoliantes estão no topo da lista dos cosméticos potencialmente poluidores, já que muitos fabricantes inserem micropartículas de polietileno como agentes abrasivos. Após utilizados, esses microplásticos não são barradas pelo tratamento de esgoto. O efeito disso é que tudo vai parar nos oceanos, onde os fragmentos passam a fazer parte do ecossistema marinho.

A boa notícia é que algumas empresas brasileiras já estão cientes do problema e não utilizam mais microplásticos em suas formulações. É o caso da Nova Cosméticos, que faz uso de outros componentes no esfoliante facial.

“Percebemos a necessidade de reformularmos diversos produtos há cerca de 10 anos. A mudança foi gradativa, começando pela substituição das microesferas de polietileno do nosso esfoliante facial por sementes de jojoba e arroz, que são orgânicas, biodegradáveis e não diminuem a performance do produto. Atualmente, nenhum cosmético do portfólio contém microplásticos” explica Isabel Nalesso, CEO da marca.

Por isso, ao optar por produtos sem plástico, o consumidor está fazendo um pequeno ato em prol de uma grande mudança. Mudança de hábitos, mudanças na indústria e sociedade como um todo. A recomendação continua clara: escolhas que fazem parte do dia a dia, desde a separação do lixo reciclável até a escolha do cosmético, podem ajudar — e muito — na preservação do meio ambiente.

Website: https://novacosmeticos.com

 

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