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Cursos EaD são alternativa na pandemia: como a tecnologia deixa a experiência parecida com uma aula presencial

Método de ensino traz desafios para alunos, professores e coordenadores; especialista dá dicas de como lidar com as ferramentas tecnológicas e melhorar a performance nas aulas à distância

A pandemia de coronavírus trouxe mudanças significativas para os mais diversos aspectos da vida cotidiana. Um desses aspectos é a educação superior, que por causa da impossibilidade das aulas presenciais tem visto o aumento da popularidade de aulas por videoconferência. Um dos fatores desse fenômeno foi a publicação da Portaria nº 348 do Ministério da Educação (MEC), que autorizou a substituição das aulas presenciais por modelos à distância.

E o EaD, na verdade, já vinha apresentando crescimento há alguns anos. Segundo o Censo 2018 da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de matrículas EaD foi maior do que a presencial. O relatório mostrou que foram preenchidas 7,1 milhões de vagas de EaD contra 6,3 milhões de vagas por ensino presencial.

Poliana Landin, coordenadora do IPOG, um instituto de ensino de pós-graduação e graduação, pontua que a tecnologia tem sido essencial para que as aulas continuem acontecendo. Ela explica que todas as adaptações foram feitas levando em consideração o curso, as turmas e calendário.

“Nós investimos na preparação dos professores, em relação a metodologia do Zoom e do sistema IPOG, que são as plataformas que utilizamos. Os alunos receberam um comunicado por escrito e outro por vídeo explicando o passo a passo de como usar a ferramenta”, comenta.

“Por causa do acesso de todos no computador, nós temos professores de neuropsicologia que conseguiram apresentar melhor programas e sistemas que nós utilizamos na reabilitação neuropsicológica, por exemplo. Além disso, tivemos aulas com participações internacionais, de pessoas que são referências em algumas áreas e puderam falar de experiências e conteúdo. Isso tem enriquecido muito a formação dos alunos”, complementa.

Sylvia Bellio, especialista em infraestrutura de TI e CEO da it.line, empresa eleita por quatro vezes consecutivas a maior revendedora da Dell Technologies no Brasil, pontua que apesar de não serem novidades, webcams, microfones e plataformas de videoconferência estão sendo mais usadas do que nunca.

“Essas ferramentas estão revolucionando a forma com que desempenhamos várias atividades, inclusive a educação. Esse momento talvez seja um ponto de virada para muitos setores da sociedade, que estão percebendo que se a tecnologia for bem usada, ela pode trazer resultados bastante expressivos”, comenta.

Tecnologias para alunos e professores
Sylvia Bellio pontua que para performar bem no EaD, existem diversas tecnologias à disposição de professores e alunos. Ela elenca as principais que podem ser utilizadas por professores e aluno:

– AVA: o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) são softwares específicos de EaD. Eles ajudam no gerenciamento de aulas e possuem várias ferramentas como controle de presença e progresso dos alunos. Essa tecnologia tem ganhado notoriedade nos últimos anos e deve aumentar ainda mais o escopo por causa da pandemia. Com uma interface intuitiva, as AVAs podem ser tornar em verdadeiras salas de aulas virtuais, com conteúdo, interatividade, plantão de dúvidas e mais;

– Armazenamento na nuvem: além das lives, ou transmissões ao vivo, o material da aula pode ser digitalizado e armazenado na chamada “nuvem”. A tecnologia é importante porque não ocupa o espaço físico dos computadores e pode ser acessada por professores e alunos a qualquer momento. Atualmente vários serviços oferecem esse armazenamento, sendo muitas vezes gratuito;

– Softwares de segurança: além dos programas de ensino, é preciso lembrar que qualquer ambiente de conexão oferece riscos. Por isso, é importante que alunos e professores tenham aplicações de segurança em seus computadores, como antivírus, firewall e antispyware. Essas soluções evitam vazamentos de conteúdos e dados pessoais e propagação de arquivos nocivos;

– Microfones e fones: os microfones e fones de ouvido, que eram itens praticamente supérfluos para quem não trabalhava com vídeos on-line, acabaram virando essenciais. É possível prestar atenção em quais equipamentos estão sendo utilizados porque eles interferem na parte técnica da comunicação. Microfones ruins podem apresentar problemas no equalizador, que gerencia a altura do volume da voz. No caso dos fones, é preciso ficar atento a qualidade e realizar testes para ver se eles não apresentam chiados;

– Webcams: na última década, a venda de notebooks cresceu bastante no Brasil. Já que a grande maioria desses equipamentos possui uma webcam embutida, a compra de outra câmera ficou um pouco obsoleta. Contudo, nesse momento em que é preciso utilizar mais essa ferramenta é necessário ficar atento a qualidade da imagem. As câmeras que são embutidas no computador possuem, geralmente, qualidade inferior às externas;

– Programas de videoconferência: os programas de videoconferência se tornaram bastante populares nesse cenário de isolamento social. As aplicações são importantes porque realizam vídeo chamadas com centenas de pessoas, possuem opções de chat por texto, realizam compartilhamento de telas, compartilhamento de arquivos, controle de microfones (para selecionar quem pode falar no momento) e mais;

– Aulas gravadas: além das aulas ao vivo, os alunos podem assistir a aulas gravadas. Apesar da falta de interação, essa é uma possibilidade em casos de horários incompatíveis ou outras urgências. Esses vídeos podem ser armazenados nos sistemas próprios das escolas ou plataformas externas como YouTube ou até mesmo Google Drive;

– Plantões de dúvidas virtuais: para instituições de ensino que não utilizam uma AVA, é possível manter a interatividade através de chats. Esses programas podem servir como plantões de dúvidas principalmente quando um professor não está on-line, por exemplo. Além dos programas de comunicação, é possível utilizar fóruns de discussão para unificar todas as questões e até estimular debates a partir de ferramentas por escrito;

“Conhecer a variedade de possibilidades que a tecnologia nos fornece pode tornar uma aula virtual tão agregadora, interativa e divertida quanto a presencial, seja para o aluno ou para o professor”, finaliza Sylvia Bellio.

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