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A vida arriscada dos professores antes, durante e após pandemia

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Como sempre, o Ministério Público do Trabalho (MPT) aponta orientação em prol dos trabalhadores. Obviamente, não poderia ser diferente. Com a pandemia do ‘coronavírus ’, o órgão ficou ainda mais inflexível quanto à defesa de seu lado pró-empregado na relação capital versus trabalho, se é que me entendem.

Mostro um exemplo atual: o MPT divulgou nota técnica com diretrizes a serem adotadas por instituições de ensino para garantir os direitos de professores que trabalham por meio de plataformas virtuais e/ou em home office durante a pandemia. O documento contém orientações que tratam de assuntos como o respeito à jornada de trabalho dos professores e à irredutibilidade salarial. O MPT sugere que as atividades pedagógicas em plataformas virtuais sejam compatíveis com a jornada contratual dos professores. A nota técnica estimula ainda a ampliação de intervalos para repouso e a adoção de horários específicos para atendimento virtual, assegurando o direito à desconexão do corpo docente e a compatibilidade entre a vida familiar e profissional.

Tudo lindo e maravilhoso. Mas lembro que uma hora a pandemia vai acabar e os professores terão de encarar a garotada ao vivo e em cores. E os riscos enfrentados por essa categoria, em sala de aula, são muitos, e destaco a violência dos ‘anjinhos’ contra os professores.

Mal-educados em casa, os alunos ultrapassam os limites, agredindo psicológica e fisicamente seus metres, o que resulta em depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático. Esses quadros têm sido os principais diagnósticos para esses trabalhadores e, não raras vezes, muitos deles acabam necessitando permanecer afastados do trabalho por longos períodos.

Assim, após a pandemia, muita coisa precisa ser encarada no País, para que a vida dos professores não fique à mercê das notas técnicas do MPT.

 

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