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Incêndio em indústria química mostra que não se podem negligenciar os riscos do setor

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Encerro a semana lembrando, infelizmente, que há outras tragédias, além do ‘vírus chinês’. Por exemplo, os incêndios industriais continuam acontecendo e, às vezes, a falta de prevenção é o estopim da tragédia. Nesta semana ocorreu um incêndio de grandes proporções numa empresa de produtos químicos, localizada em Guarulhos, São Paulo.

A Radnaq Automotive, especializada em produtos químicos automotivos, como fluidos para radiadores e aditivos para combustíveis e lubrificantes, foi praticamente pelos ares. Não há nenhuma pista, e os órgãos competentes terão que fazer uma investigação minuciosa para chegar a algum parecer. Não posso afirmar que foi falta de prevenção, pois seria leviana. O que percebo nesse fato é que uma indústria que atua com substâncias inflamáveis e que seu negócio é fabricar produtos químicos automotivos, a análise de riscos e as medidas de prevenção devem ser exemplares. Nesse tipo de setor, é fundamental que as empresas tenham consciência das características do material com que trabalham, pois estão suscetíveis a acidentes graves. Daí, a prevenção é um dos principais caminhos para evitar desvios, defeitos e, consequentemente, ocorrências acidentais.

As substâncias como combustíveis impactam na segurança da indústria química, pois apresentam alta volatilidade, chance de explosão e incêndio. O aspecto positivo nessa tragédia é não ter havido nenhuma vítima. Já os danos materiais, certamente serão inevitáveis.

 

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