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Detectar o ozônio é mais importante do que aplicá-lo naquele lugar

Por Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Realmente, independentemente do risco real de contrair o Covid-19, temos que admitir que o problema de saúde enfrentado pela população mundial já mostrou excessos, hipocrisia e até bizarrices. A última? A aplicação de ozônio retal em paciente que está em caráter experimental. 

Agora, neste texto, dispenso o Covid-19, para concentrar-me especialmente no ozônio e em segurança do trabalho. Uma forma do oxigênio, o  ozônio, O, é um gás incolor, com odor distinto, sendo um dos componentes da atmosfera da Terra. No universo laboral, o gás é utilizado em diversos processos da indústria, como desinfetante de água mineral e em piscinas e sistemas de água, agente de branqueamento na indústria têxtil e de alimentos, supressor de odores, entre outros. Entretanto, por ser uma substância muito reativa, há efeitos sobre a saúde, especialmente nas vias respiratórias e olhos. Assim, em ambientes de trabalho que utilizam o ozônio, é muito importante sua correta detecção, uma vez que em pequenos vazamentos, a capacidade olfativa não é suficiente para determinar que seu escapamento não existe mais. 

Assim, o detector de ozônio, fixo ou transportável, é a solução técnica para evitar vazamentos e consequências à saúde dos trabalhadores. O equipamento portátil mede a exposição ponderada do empregado, além da exposição instantânea, que deve permanecer dentro dos limites impostos pela norma regulamentadora 15 (de atividade e operações insalubres), no caso, exposição de 0,08 ppm para jornadas de trabalho de 48 horas por semana.

 

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