Os requisitos de segurança e os ensaios das cordas auxiliares em rolos
Quais devem ser as informações fornecidas pelo fabricante? Como deve ser feito o empacotamento do produto? Qual é o risco do desgaste externo pelo uso? Qual é a causa externa de deterioração? Essas dúvidas estão sendo esclarecidas na NBR 16962 de 06/2021 - Cordas auxiliares - Alma e capa (Kernmantle) - Requisitos de segurança e métodos de ensaio.
Equipe Target
NBR 16962 de 06/2021 – Cordas auxiliares – Alma e capa (Kernmantle) – Requisitos de segurança e métodos de ensaio
A NBR 16962 de 06/2021 – Cordas auxiliares – Alma e capa (Kernmantle) – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica requisitos de segurança e os métodos de ensaios para as cordas auxiliares constituídas por alma e capa (Kernmantle), fornecidas em rolos ou em comprimentos separados, para uso em atividades de alpinismo, escalada, montanhismo, turismo de aventura, trabalhos em altura, acesso por corda e resgate técnico. A corda alma e capa (Kernmantle) é uma corda têxtil, composta por uma alma ou núcleo, envolvida por uma capa (camisa ou bainha).
Considerando-se a necessidade de proteção do usuário que utiliza cordas auxiliares, em aplicação como corda auxiliar esportiva ou laboral, essa norma visa garantir a segurança e evitar acidentes, alertando os procedimentos de ensaios, prevenção e estocagem, e objetivando a utilização responsável, assim precavendo problemas de uso indevido, fabricação com defeitos ou uso excessivo. Uma corda auxiliar deve ser fabricada com a construção alma e capa (Kernmantle) e ter um diâmetro nominal de 4 mm a 8 mm.
Os materiais utilizados na fabricação das cordas auxiliares Kernmantle, devem ser constituídos por fibras sintéticas virgens e contínuas. Os materiais utilizados para a construção da alma e da capa devem ter ponto de fusão conhecido > 210 °C.
A tenacidade deve ser registrada em relatório, para fins de rastreabilidade. O diâmetro nominal dnom deve ser conforme a tabela abaixo. O limite de desvio entre o valor atual deff e o diâmetro nominal dado não pode ser maior que (+0,7/–0,2) mm.

A resistência à tração da corda auxiliar, calculada pela equação, não pode ser menor que o valor de FBmín (ver tabela acima). FBmín = d2nom ×, onde dnom é o diâmetro, expresso em milímetros (mm); f é igual a 200 N/mm². A resistência mínima à tração da corda auxiliar, FBmín, deve ser a indicada na tabela acima para o diâmetro correspondente.
Para os ensaios, condicionar os corpos de prova de ensaio conforme a NBR ISO 139. Acondicionar os corpos de prova por pelo menos 24 h em um ambiente a (50 ± 5) °C de temperatura e com menos de 20% de umidade relativa. Em seguida, acondicionar esses corpos de prova em um ambiente a (23 ± 2) °C de temperatura e (50 ± 2) % de umidade relativa, por ao menos 72 h.
Em seguida, ensaiar as amostras em 10 min, à temperatura de (23 ± 5) °C. Medir o diâmetro atual deff, após aplicar a carga de (4 ± 0,05) kg, durante (60 ± 15) s. Assegurar que a seção transversal da corda auxiliar esteja livre de qualquer deformação durante a medição.
Medir em volta do diâmetro, em 3 locais diferentes e em duas direções diferentes, começando em pontos com 90° de diferença, a cada um dos três locais, a aproximadamente 300 mm de distância. As áreas de contato do instrumento de medição devem ter (50 ± 1) mm. Relatar a média aritmética das seis medições, com precisão de 0,10 mm.
A determinação da resistência à tração deve ser determinada usando o dinamômetro e dispositivos de fixação, de acordo com a NBR ISO 2307. O comprimento mínimo da corda auxiliar livre entre os pontos de fixação deve ser no mínimo de 200 mm. Determinar a velocidade da carga, v, em função do comprimento da amostra da corda auxiliar livre pela Equação: v = (0,5 ± 0,1) L, onde v é a velocidade da carga, expressa em milímetros por minuto (mm/min); L é o comprimento expresso em milímetros de corda auxiliar livre entre os pontos de fixação, expresso em milímetros (mm).
Para a determinação da massa por unidade de comprimento, usar um corpo de prova com no mínimo 1.200 mm de corda auxiliar livre entre os pontos de fixação. Este requisito é para qualquer tipo de dispositivo de fixação. Aplicar uma carga na amostra de ensaio sem balanço, mediante uma carga de ensaio de (4 ± 0,05) kg.
Manter a carga por (60 ± 15) s e marcar uma distância de referência de (1 000 ± 1) mm, com a distância mínima entre os pontos de 100 mm. Retirar a carga, cortar na parte marcada da amostra de ensaio e determinar se a sua massa pesa 0,10 g, aproximadamente. Indicar a massa por unidade de comprimento, em gramas por metro, em ao menos duas casas significativas.
Não há requisitos específicos referentes à massa por unidade de medida, mas ela pode ser marcada na bobina ou na embalagem da corda auxiliar. Pode-se acrescentar que, em cordas auxiliares de poliamida (PA, fibra têxtil, poliamida 6 ou poliamida 6.6), os ataques químicos podem ser notados por um amolecimento ou perda local da resistência mecânica ou da coloração, de forma que as fibras do exterior podem ser desprendidas ou, em casos extremos, podem ser eliminadas em forma de pó, com apenas uma esfregada.
Geralmente, os filamentos de poliamida possuem nível satisfatório de resistência química, porém, diante da ação de ácidos minerais diluídos, eles podem ter uma perda rápida de resistência. Recomenda-se evitar a imersão da corda auxiliar em soluções ácidas quentes e frias.
Os filamentos de poliamida não são afetados por álcalis à temperatura normal, tampouco por numerosos tipos de óleos, porém eles incham em contato com certos solventes orgânicos. Evitar a exposição a fumos, fumaças, neblinas, vapores ácidos ou dissolventes orgânicos.
Em caso de risco de contaminação, depois de um exame minucioso, se ainda houver suspeita, a corda auxiliar deve ser descartada. As cordas auxiliares de poliamida absorvem uma quantidade limitada de água, porém, quando umedecidas, podem provocar uma perda de sua resistência.
FONTE: Equipe Target


