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A conformidade das peças semifacial e um quarto facial para proteção respiratória

Como deve ser realizada a amostragem dos produtos? Qual deve ser o equipamento para ensaio de resistência à inalação e à exalação com fluxo contínuo de ar? Como deve ser a cabeça de manequim (cabeça de Sheffield) para a medida da resistência à respiração? Qual é a aparelhagem para o ensaio de vazamento? Essas questões estão sendo solucionadas na NBR 13694 de 12/2021 - Equipamentos de proteção respiratória - Peças semifacial e um quarto facial.

Equipe Target

NBR 13694 de 12/2021 – Equipamentos de proteção respiratória — Peças semifacial e um quarto facial

NBR 13694 de 12/2021 – Equipamentos de proteção respiratória — Peças semifacial e um quarto facial especifica os requisitos mínimos para as peças semifacial e um quarto facial utilizadas como parte de equipamentos de proteção respiratória. Não se aplica a equipamentos de fuga e de mergulho.

Um equipamento de proteção respiratória deve ser individual e projetado para a proteção do trato respiratório do usuário contra a inalação de atmosferas perigosas. A peça semifacial cobre a boca, o nariz e o queixo e a peça um quarto facial cobre a boca e o nariz e se apoia sobre o queixo. A peça facial cobre no mínimo o nariz e a boca e proporciona vedação adequada sobre a face, estando a pele úmida ou seca, e o usuário executando movimentos com a cabeça ou conversando.

O ar entra na peça facial, passando diretamente para a área do nariz e da boca. O ar exalado flui diretamente para a atmosfera ambiente por meio da válvula de exalação ou por outro meio apropriado. Em todos os ensaios, todas as amostras devem satisfazer a todos os requisitos especificados nesta norma.

A menos que especificado de outra maneira, os ensaios devem ser realizados no intervalo de temperatura de 16 °C a 32 °C, estando os limites de temperatura sujeitos a uma exatidão de ± 1 ºC, e a umidade relativa deve estar entre 20% e 80%. Os valores especificados nesta norma são expressos em valores nominais. Excluindo limites de temperatura, os valores não especificados como máximo ou mínimo estão sujeitos a uma tolerância de ± 5%.

Os materiais utilizados que entram em contato com a pele não podem ser conhecidos como causadores de irritação ou de efeitos adversos à saúde. Deve ser restringido no mínimo o uso de alumínio, magnésio e titânio ou ligas contendo certas proporções destes materiais que, sob impacto, durante o uso, geram faíscas capazes de provocar a ignição de misturas gasosas inflamáveis.

O acabamento de qualquer parte da peça facial que possa entrar em contato com o usuário deve ser livre de rebarbas ou cantos vivos. Os tirantes, as válvulas de inalação e de exalação e as conexões entre a peça e os filtros podem ser partes integrantes ou não da peça facial. Se não forem integrantes, devem permitir reposição.

Todas as partes desmontáveis devem ser facilmente desmontadas ou montadas, quando possível, sem o uso de ferramentas. Os elementos de vedação devem ser instalados de forma que permaneçam na posição durante a manutenção normal, permitindo, porém, a sua retirada para a higienização e desinfecção ou substituição.

Os materiais utilizados devem resistir aos agentes de limpeza, de higienização e desinfecção e aos procedimentos recomendados pelo fabricante. Após este tratamento, a peça facial deve ser aprovada na inspeção visual. Quando especificado nesta norma, as peças faciais devem ser submetidas ao condicionamento térmico.

Após submetidas ao condicionamento térmico e retornadas à temperatura ambiente, as peças faciais e seus conectores não podem apresentar deformações. O condicionamento térmico deve ser realizado de acordo com essa norma e a inspeção visual de acordo também. A resistência à respiração imposta pelas válvulas da peça facial deve ser a mais baixa possível e, em nenhum caso, deve exceder os valores indicados na tabela abaixo.

Quando as peças possuírem duas ou mais válvulas de inalação, a vazão utilizada para os ensaios de resistência à inalação com fluxo contínuo de ar deve ser dividida igualmente pelo número de válvulas de inalação existentes na peça. O ensaio de resistência à respiração deve ser realizado em amostras conforme recebidas e submetidas ao condicionamento térmico.

 

 

As válvulas de inalação e exalação devem ser de fácil manutenção e substituição e à prova de montagem incorreta. Não pode ser possível a instalação da válvula de exalação no circuito de inspiração e vice-versa. A válvula de inalação deve, preferivelmente, estar fixada no conjunto da peça facial. Quando a peça facial for projetada para uso apenas com filtros substituíveis, a válvula de inalação pode estar fixada no filtro. A inspeção visual deve ser feita conforme essa norma.

A válvula de inalação deve funcionar corretamente em qualquer posição e deve passar no ensaio de resistência à respiração. O ensaio deve ser realizado conforme essa norma. A peça facial deve possuir no mínimo uma válvula de exalação ou outro meio para permitir o escape do ar exalado ou, quando aplicável, o excesso de ar fornecido por uma fonte de suprimento. A inspeção visual deve ser feita conforme essa norma.

A válvula de exalação deve funcionar corretamente em qualquer posição e deve passar no ensaio de resistência à respiração. O ensaio deve ser realizado conforme essa norma. A válvula de exalação deve ser protegida ou resistente às poeiras e danos mecânicos, e deve ser encoberta, ou pode incluir qualquer outro dispositivo necessário para que satisfaça aos requisitos de inspeção visual, de tração e de vazamento de ar na válvula de exalação. Os ensaios devem ser realizados conforme essa norma.

Após a passagem de um fluxo contínuo de ar simulando uma exalação de 300 L/min durante 30 s, a válvula de exalação deve continuar a operar corretamente, isto é, deve passar nos ensaios de vazamento de ar e de resistência à respiração. O ensaio deve ser realizado conforme essa norma em amostras como recebidas e submetidas ao condicionamento térmico.

Quando a válvula de exalação for encaixada na peça facial, ela deve suportar a uma força axial de tração de 50 N, aplicada por 10 s. O ensaio deve ser realizado conforme essa norma em amostras como recebidas e submetidas ao condicionamento térmico. O vazamento de ar na válvula de exalação em ensaio em bancada não pode exceder a 30 cm³/min, quando a válvula for submetida a uma pressão negativa de 250 Pa em seu lado interno.

Caso a peça facial possua mais de uma válvula de exalação, o vazamento de ar em cada válvula de exalação presente na peça deve ser menor ou igual a 30 cm³/min dividido pelo número de válvulas de exalação que a peça possui. O ensaio deve ser realizado conforme essa norma.

A concentração de dióxido de carbono no ar inalado, contido no volume morto, não pode exceder o valor médio de 1,0% (em volume). O ensaio deve ser realizado conforme essa norma em amostras como recebidas e submetidas ao condicionamento térmico.

Partes da peça facial que possam ser expostas à chama durante o uso não podem queimar ou continuar queimando por mais de 5 s, depois de removidas da chama. O ensaio de inflamabilidade deve ser feito conforme essa norma e avaliado por inspeção visual. Não é necessário que a peça facial tenha condições de uso após o ensaio.

Os tirantes devem ser fabricados de tal forma que a peça facial possa ser colocada e retirada facilmente. Os tirantes podem ser ajustáveis ou autoajustáveis e devem manter a peça facial firme e confortavelmente na face do usuário. Os requisitos descritos devem ser avaliados por inspeção visual.

Cada tirante deve resistir a uma força de tração axial de 50 N aplicada por 10 s e nenhuma quebra ou deslizamento das partes deve ocorrer. O ensaio deve ser realizado conforme essa norma. A conexão entre a peça facial e o filtro pode ser feita por rosca, encaixe ou outro meio, desde que assegure a vedação.

Se a peça facial for projetada para ser usada com um único filtro, a conexão entre ela e o filtro não pode permitir o uso de filtros projetados para serem utilizados aos pares. A conexão entre a peça facial e o filtro não pode permitir o uso de filtro químico e combinado das classes 2 e 3, conforme estabelecido na NBR 13696.

A conexão entre a peça facial e outras partes do equipamento deve ser apropriada e confiável. Os requisitos descritos devem ser avaliados por inspeção visual. A fixação do conector na peça facial deve ser suficientemente robusta para suportar uma força de tração axial de 50 N, por 10 s.

Todas as peças faciais devem conter no mínimo as seguintes marcações: identificação do fabricante; lote de fabricação; tamanho, quando mais de um tamanho estiver disponível. Nas subpartes e componentes da peça facial de considerável importância devem ser previstos meios para que estes possam ser identificados.

Quando o desempenho de um componente puder ser afetado pelo envelhecimento, pelo menos o ano de fabricação deve estar marcado. Para as partes onde não seja possível realizar a marcação, a informação deve estar contida nas instruções de uso.

FONTE: Equipe Target

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